É tempo de estreias!

É tempo de estreias!

O candidato honesto 2, Jovens Titãs em ação e Ferrugem estão entre os destaques. Confira os filmes que chegam hoje às telonas

Adriana Izel Robson G. Rodrigues*
postado em 30/08/2018 00:00
 (foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)


O mês de setembro se encerra nos cinemas com uma leva de estreias. Hoje, as salas do Distrito Federal estarão repletas de novidades, que vão desde franquias de sucesso, a exemplo de O candidato honesto e Jovens Titãs, até longas menos comerciais, como Ferrugem, vencedor do Festival de Gramado, e Yonlu.

No segundo filme da saga O candidato honesto, o ator Leandro Hassum volta a viver o personagem João Ernesto Ribamar. No longa, após cumprir quatro anos de prisão dos 400 decretados, o político se candidata à Presidência da República, vence e, um ano depois, acaba sendo deposto. A comédia tem direção de Roberto Santucci e faz sátiras com situações do cenário político atual, com referências à operação Lava-Jato e ao presidente norte-americano Donald Trump.

Ao Observatório do Cinema, Hassum admitiu que O candidato honesto 2 ; O ;impitchiment; tem uma dose de crítica à situação do país. ;A gente vem dando mais alfinetadas nessa política que o país vem vivendo e na postura que a sociedade tem diante do momento político que a gente tá vivendo;, afirmou. Além do protagonista, o longa tem no elenco nomes brasilienses, como Rossane Mulholland e Victor Leal.



Heróis em animação

Desde 1960, a DC Comics tem mais um grupo de heróis além da Liga da Justiça. Chamada de Novos Titãs, ou simplesmente Titãs, a trupe, que teve diversas formações, tem uma série animada homônima, desde 2003, nas telinhas. Depois do sucesso na tevê, a partir de agora, Robin, Ravena, Estelar, Mutano e Ciborgue chegam às telonas no longa-metragem Os Jovens Titãs em ação! Nos cinemas.

O filme, que tem direção de Aaron Horvath e Peter Rida Michail, inclusive, se utiliza dessa transição da tevê para os cinemas para criar sua história. A trama mostra os Jovens Titãs percebendo que outros super-heróis estão estrelando produções hollywoodianas e passam a se mobilizar para que isso aconteça com eles também.








Direto de Gramado

Dois longas saltam do pódio no Festival de Cinema de Gramado para as salas de cinema nesta semana. Na noite do último domingo, foram consagrados Ferrugem ; na disputa de títulos brasileiros ; e As herdeiras ; no âmbito estrangeiro. Ferrugem levou os prêmios de melhor filme, melhor roteiro (Jessica Candal e Aly Muritiba) e melhor desenho de som (Alexandre Rogoski). Enquanto As herdeiras conquistou melhor filme, melhor filme do júri popular, melhor direção, melhor roteiro e melhor atriz.

Dirigido pelo ex-agente carcerário Aly Muritiba, Ferrugem aborda o bullying em redes sociais. No longa, a estudante de ensino médio Tati tem vídeo íntimo vazado entre colegas.

Em As herdeiras, do paraguaio Marcelo Martinesse, Ana Brum vive Chela, que tem um caso com Chiquita (Margarita Irún). Juntas, usufruem de herança familiar e recorrem à venda dos bens.




Duas perguntas /Marcelo Martinesse

Os poucos homens que aparecem em cena surgem sem grande ênfase. Era uma ideia falar em sororidade e deixar os homens de lado?
A princípio, não era uma ideia tratar de sororidade. À medida que fui compondo a película, me parecia orgânico à história ter homens de forma bastante marginal e focar nas protagonistas, duas mulheres. Eu me pergunto se, se fossem mais homens, se haveria essa pergunta. O fato de chamar a atenção ter muitas mulheres revela muito do cinema que se faz hoje.

Como compararia os cinemas brasileiro e paraguaio?
Creio que o cinema brasileiro tenha toda uma história grande com a Ancine. A geração de cineastas brasileiros hoje pode desfrutar de incentivos que estimulam um novo cinema brasileiro. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo do Paraguai, de uma renovação no cinema paraguaio. Finalmente temos uma federação voltada para o cinema paraguaio que impulsiona políticas públicas. Aprovaram em julho uma lei de cinema paraguaio. Temos, então, um cinema nascendo. Porque, nós, atuais cineastas paraguaios, nunca vimos o Paraguai levantar e nunca vimos nosso idioma, nossa paisagem.



Outras estreias

A destruição de Bernardet
De Claudia Priscilla e Pedro Marques, o documentário retrata a trajetória do cineasta e escritor Jean-Claude Bernardet como ator em longas e curtas.

Deus não está morto ; Uma luz na escuridão
O longa-metragem de Michael Mason está ambientado após um incêndio atingir a igreja Saint James. Como a estrutura tem que ser retirada do campus da universidade Hadleigh University, isso causa conflito entre igreja e comunidade.

Nico, 1988
Em formato de biografia, o filme de Susanna Nicchiarelli mostra os dois últimos anos de vida de Nico, cantora e compositora alemã considerada uma das musas de Andy Warhol.

Takara ; A noite em que nadei
Coprodução entre Japão e França conta a história de um menino de 6 anos, filho de um pescador, que acorda com o barulho do pai e não consegue voltar a dormir. No caminho da escola, ainda com sono, se afasta de seu caminho habitual.



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