Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 02/09/2018 00:00




A guerra das damas

Nas próximas horas, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e a do PCdoB, Luciana Santos, vão travar uma disputa nos bastidores. Gleisi, pelo tom da nota de ontem em que atacou o Judiciário e defendeu ;ir com Lula até o fim;, quer aproveitar esses 10 dias para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e torcer para que o processo caia nas mãos de Edson Fachin, um voto conhecido a favor da candidatura. Luciana foi enfática na defesa de Lula, mas seguiu por outra vertente, sugerindo uma ;vigorosa campanha eleitoral; com ;Lula candidato ou não;.

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A ideia que tende a prevalecer na cúpula do PT é a de Gleisi, de esperar alguns dias para colocar Fernando Haddad no papel de candidato e Manuela D;Ávila, do PCdoB, na vice. Não por acaso, Haddad irá a Lula amanhã para que o ex-presidente diga o que fazer. De Curitiba, é o ex-presidente quem vai arbitrar a guerra das damas.

Fica mais
Forças de segurança que atuam na intervenção no Rio de Janeiro farão chegar aos candidatos que, para completar o trabalho, será necessário ficar, pelo menos, mais um ou dois anos. A avaliação repassada ao governo é a de que os próximos 12 meses são fundamentais para completar o trabalho de reorganização das forças policiais estaduais.

Nem vem
Até aqui, nenhum candidato a presidente da República ou a governador do Rio fala em manter a intervenção, porém, isso será colocado à mesa mesmo assim. Da parte do governo federal, hoje, há quem diga inclusive que os tiroteios aumentaram, porque os barões do tráfico e das milícias sentiram o tranco e estão reagindo justamente para afastar os militares.

O anti-Bolsonaro
Com o maior tempo de tevê da campanha eleitoral, Geraldo Alckmin (PSDB) se apresenta logo na largada como contraponto a Jair Bolsonaro, expondo as fraquezas do capitão reformado. Depois do forte vídeo em que critica a proposta de resolver tudo à bala, Alckmin resgatou as imagens em que Bolsonaro aparece xingando uma mulher de ;vagabunda; e outra de ;idiota; e entremeia com as perguntas: ;Você gostaria que sua mãe fosse tratada assim?; O vídeo não as identifica, mas uma é a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Risco total
No farto arsenal da campanha, Geraldo Alckmin escolheu a dedo o vídeo de Bolsonaro xingando as mulheres. Ainda que o PSL consiga tirar essa propaganda do ar, o estrago terá sido grande.

Tríplex de problemas/ O grupo ligado a Fernando Haddad está para lá de preocupado. É que, em 2014, com Lula solto, popular e com o governo na mão, o partido quase perdeu a eleição. Agora, será muito mais difícil. O ex-presidente preso, um candidato praticamente desconhecido e, para completar, obrigado a ir toda hora a Curitiba para pedir a Lula que enquadre Gleisi.

Por falar em Lula; / Antes mesmo do resultado do TSE, o ex-presidente comentou com amigos que sua participação nesta campanha está cumprida. Enquanto foi ;candidato;, blindou os votos do PT e parceiros mais fiéis (PCdoB e PSB) do assédio eleitoral de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e até de Henrique Meirelles (MDB). Agora, é com Haddad.

Todo ouvidos/ O presidente eleito do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, tem dedicado os últimos meses a ouvir seus antecessores. Entre as lições que tirou, está a valorização das decisões colegiadas. Ou seja, quem aposta hoje nas decisões monocráticas, está fadado a perder.

Por falar em perder.../ Esta semana tem esforço concentrado no Congresso. Só tem um probleminha: os congressistas não estão dispostos a passar a semana aqui em votações. Embora tenham prioridade de exibição na tevê, os deputados não querem deixar as bases à mercê de quem não é parlamentar. A aposta geral é a de que eles passem por aqui na terça-feira apenas para registrar presença e voltar correndo aos estados.

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