Responsabilidade do empregado

Responsabilidade do empregado

postado em 02/09/2018 00:00
 (foto: Marília Lima/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Marília Lima/Esp. CB/D.A Press)




"De alguma forma, todas as coisas que o supervisor me diz são em prol do meu crescimento. Ele me pede informações sobre o trabalho e isso melhora o serviço;

Bruno da Costa, atendente de caixa


Embora as empresas tenham acirrado a busca por líderes que exercitam a ;escutatória;, os empregados têm cada vez menos desculpas para atitudes rebeldes ou momentos em que não aceitam ouvir críticas e sugestões dos superiores e dos colegas. A ideia é simples: ter mais direitos na participação das decisões requer, também, que os funcionários estejam abertos a mais questionamentos e dicas de melhoria no trabalho que desempenham. ;Desde o processo seletivo, pergunto se a pessoa é receptiva e como se comporta quando recebe feedbacks. Principalmente os jovens que estão entrando no mercado de trabalho são muito imediatistas e impulsivos e não conseguem planejar, ouvir;, afirma Márcia Lanini, que também é instrutora de treinamentos em oratória, comunicação empresarial e etiqueta empresarial pela Universidade Corporativa (UniCIT).

Levar a bronca do chefe para o lado pessoal ou ficar de cara feia não adianta nada. É preciso escutar com atenção e extrair o máximo possível de aprendizado com alguma crítica dada pelo superior. Se fechar-se para opiniões contrárias pode atrasar o desenvolvimento profissional. ;Quando alguém diz algo, eu preciso entender como aquilo vai contribuir para o meu crescimento, mesmo que seja uma critica. O funcionário deve abrir o coração para ouvir porque, se fechar, fica com a mentalidade parada no tempo. É importante trabalhar com feedback;, recomenda Susanne Andrade, especialista em gestão e clima organizacional pela FGV. Bruno da Costa, 25, conseguiu duas promoções em apenas seis meses na Sol Telecom, empresa de venda de material de segurança, por saber ouvir.

Formado em gestão pública pela Anhanguera, ele começou no almoxarifado e, três meses depois, passou a trabalhar como motorista. Mais três meses e o jovem foi promovido a atendente de caixa no setor financeiro da entidade. Para ele, é essencial ter feedback do chefe direto e, acima de tudo, saber lidar com as sugestões. ;De alguma forma, todas as coisas que o supervisor me diz são em prol do meu crescimento. Ele me pede informações sobre o trabalho e isso melhora o serviço;, pondera. Técnico em enfermagem pelo Centro Técnico de Educação Profissional (Cetep), Bruno diz que ainda sente dificuldade em ter a iniciativa de pedir ao chefe uma avaliação sobre o desempenho no trabalho. ;Não tenho o costume de perguntar como estou indo na área, mas tenho buscado fazer isso em alguns momentos;, conta.

Manual do diálogo

Dicas para uma comunicação eficaz

1) Ouvir com atenção plena
(escuta ativa)
2) Exercitar a empatia, falando com o outro como gostaria que falassem com você
3) Estar atento também à comunicação não verbal
4) Direcionar por perguntas
abertas para ouvir mais
5) Respeitar a opinião do outro: você pode até não concordar, mas não deve julgar

Fonte: Susanne Andrade

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Teste

Você escuta direito? Ou só ouve bem?
A avaliação de escuta ativa abaixo foi elaborada pela Catho, empresa de ofertas de emprego virtual. Confira como está sua habilidade:

Quando me comunico verbalmente com alguém
1) Observo a linguagem não-verbal do interlocutor: tom de voz, movimento do corpo, olhar e todos os sinais. Percebo quando a pessoa está triste, quando fica feliz porque algo deu errado, quando fica apavorada quando erra ; tudo sem precisar de palavras para perceber.
( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

2) Quando ouço alguém, sei que primeiramente devo qualificar o que a pessoa está dizendo, fazendo perguntas, demonstrando interesse pelo que ela está falando e não contando as minhas estórias ou estórias de pessoas que eu conheço.
( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

3) Observo a minha linguagem não-verbal: se estou falando com a pessoa sem virar meu corpo para ela, sem olhá-la, se estou atento ao celular/tela do computador, ou com a cabeça baixa. Quero demonstrar, através dos meus gestos, que me interesso pela pessoa.
( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

4) Sei que cada pessoa é movida por algo: status, poder, dinheiro, ser amado, segurança, família, uma causa, realizar a tarefa etc. Consigo identificar no discurso de alguém suas principais necessidades e motivações, e compreendo que elas moldam o jeito de ver, falar e fazer coisas.
( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

5) Sei quais são meus preconceitos. Sei que costumo odiar nos outros o que odeio em mim, então tento mudar este sentimento, tento entender que as pessoas são diferentes e que isso é ótimo. Trabalho diariamente para eliminar meus preconceitos, crenças e verdades cristalizadas.
( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

6) Quando percebo que alguém quer desabafar, sei que devo repetir um pouco do que ela está falando, para que ela se ouça. Exemplo: Ela: ;Nunca ninguém me ajuda;. Você: ;Você está dizendo que nunca mesmo? Ninguém mesmo? De vez em quando alguém ajuda? O João não ajuda você?; Sem crítica, só fazendo com que a pessoa retire o exagero, fruto do cansaço físico e emocional.
( ) Sempre ( ) Quase sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca

7) Reconheço que meus sentimentos podem contaminar a minha percepção sobre as pessoas. Entendo que se sou competitivo ou se tenho inveja, sou mais crítico com quem é excele

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