Intimidade com a viola

Intimidade com a viola

postado em 02/09/2018 00:00
Nascido e criado no mundo caipira, Badia Medeiros, 78 anos, é um dos nomes mais importantes da viola no Centro-Oeste. Original de Unaí (MG), hoje morador de Formosa, começou a tocar o instrumento aos 8 anos. ;Meu pai dava ponto na folia;, conta. ;E ele tinha uma viola que não tocava. Fiquei interessado, perguntava sobre aquela violinha lá pendurada.; Surpreso com o interesse do menino, o pai mandou um compadre afinar o instrumento e o entregou a Badia. A intimidade surgiu rapidamente.

Um dia, um conhecido passou pela casa e decidiu levar o menino para tocar nas folias. Badia subia num banquinho, viola em mãos, e acompanhava a festa. Ia na garupa do cavalo do amigo do pai. Aos poucos, à viola ele acrescentou o violão, a sanfona e o acordeão. Mas profissionalizar mesmo, com carteirinha da Ordem dos Músicos, só em 1995, depois de um show ao lado de Roberto Corrêa em São Paulo. ;Aquilo deu certo;, lembra. ;Depois, já viajei o Brasil inteiro.;

Hoje, são quatro discos gravados e alguns prêmios notáveis, como o Renato Russo, em 1998, e uma seleção para o programa Rumos Itaú Cultural 2000, que resultou no disco Cartografia Musical Brasileira da Região Centro-Oeste. Também participou do CD Sertão Ponteado, fruto de pesquisa de Roberto Corrêa e Juliana Saenger e premiado com o Rodrigo Melo de Franco, em 1999. Com Corrêa, aliás, foram muitas parcerias e participações em shows. A mais recente foi na semana passada, quando Badia subiu ao palco da Caixa para acompanhar o amigo no show O violeiro.



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