Melodias que curam

Melodias que curam

Por Maria Paula
postado em 02/09/2018 00:00
Finalmente uma notícia boa. Em meio a tanta crise, tanta corrupção, tanta intolerância e confusão, uma fresta de luz encheu meu coração de esperança.

Na semana passada, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, regida pelo maestro Claudio Cohen, em sua formação completa, fez uma apresentação gratuita no Hospital de Base.

Eu, que sempre lamento o fato de o Teatro Nacional estar há tantos anos fechado e me ressinto da derrota que isso representa à capital, pude esquecer, momentaneamente, esse estado de decadência e celebrar a forma criativa que esses músicos soberbos estão encontrando de oferecer seus talentos à população.

Essa façanha ocorreu numa iniciativa conjunta entre as secretarias de Cultura e de Saúde, levando às pessoas que enfrentam os grandes desafios relacionados à saúde uma chance de elevar a vibração, esquecer um pouco as dores, as enfermidades e abrir os portais de cura que começam pelos níveis mais sutis: pela alma, que, quem sabe, envolta pelas melodias, poderá encontrar os caminhos da regeneração.

Que ideia genial!

Só pelo fato de oferecer música a quem está numa cama de hospital, aumentando, assim, as chances de recuperação, a ação já merece calorosos aplausos, somando-se ainda ao fato de que muitos dos presentes viram pela primeira vez em suas vidas uma sinfônica tocando, o feito torna-se ainda mais adorável e significativo.

Uma garotinha de 1 ano observava o espetáculo sem acreditar no que seus olhos e seus ouvidos estavam experimentando. Ela sorria, aplaudia e dançava.

Harpa, violoncelo, violinos, parecia que os anjos haviam descido diretamente dos céus apenas para alegrá-la.

Além dos pacientes e de suas famílias, médicos, enfermeiros, anestesistas, serventes, secretárias, enfim, todo o staff que dedica seus dias e noites à nobre tarefa de cuidar dos doentes foi beneficiado pela nobre iniciativa.

Minha gratidão aos profissionais envolvidos se mistura a um desejo de que as secretarias de estado entrem cada vez mais em parcerias como essa. Que as benfeitorias diretas (aos pacientes) e indiretas (a toda a população que se enche de esperança) se espalhem pela cidade trazendo os bons ventos da alegria.

Bravo!


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