» As propostas

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postado em 09/09/2018 00:00
Álvaro Dias (Podemos)
É fundamental a adoção de um modelo econômico no qual o tripé macroeconômico (regime de metas de inflação, câmbio flutuante e cumprimento da meta fiscal) seja restaurado, garanta-se a independência do Banco Central e também se abandone definitivamente a ineficiente e ultrapassada política intervencionista que gerou ainda mais concentração de renda. Ou seja, devemos promover uma série de reformas urgentes. São fundamentais para a geração de emprego, os setores energético e ambiental, o agronegócio e o turismo, bem como a construção civil. De forma paralela, oferecer incentivo à contratação de pessoas em busca de seu primeiro emprego e/ou de pessoas que estejam há muito tempo desempregadas.

Ciro Gomes (PDT)
Precisamos construir um projeto nacional de desenvolvimento que possa incentivar a retomada da indústria nacional e gerar empregos em quatro áreas principais: complexo industrial da saúde, complexo industrial da energia, petróleo e gás, complexo industrial da defesa e complexo industrial do agronegócio. São áreas nas quais o Brasil já possui protagonismo, mas precisam ser estimuladas porque têm capacidade de gerar milhares de empregos. Além disso, vamos estimular a construção civil, setor da economia que pode reagir mais rápido e também gerar muitos postos de trabalho.

Guilherme Boulos (PSol)
O investimento em estrutura social e políticas públicas é o que permite geração de emprego. E isso passa por uma retomada de investimento público no Brasil, com foco no desenvolvimento das regiões mais carentes. É urgente a revogação da Reforma Trabalhista do atual governo, que só fez o desemprego crescer e precarizou o trabalho. Nosso plano propõe transformar as carências estruturais do país em oportunidades para o crescimento. Queremos retomar os investimentos públicos em obras de infraestrutura viária, logística e social, com atenção para regiões mais atingidas pela crise ou com grandes carências de infraestrutura, gerando empregos e renda .

Geraldo Alckmin (PSDB)
A prioridade do futuro é criar empregos e isso está ligado à capacidade que o Brasil terá de atrair investimentos privados, em especial na área de infraestrutura, que cria muitos postos de trabalho diretos e indiretos. Para retomar a criação de empregos, o país precisa crescer de 4% a 5% ao ano, sem criar impostos e sem comprometer benefícios sociais. Temos que melhorar o ambiente de negócios, simplificar tudo, fazer a abertura comercial, aumentar a produtividade, melhorar a gestão dos recursos existentes e sanear as finanças. Além disso, pretendemos redesenhar os programas de apoio e qualificação do trabalhador.

Henrique Meirelles (MDB)
Meu objetivo é alavancar o crescimento da economia brasileira e a geração de empregos de qualidade via aceleração dos investimentos em infraestrutura. Para tal, as seguintes propostas serão adotadas: finalizar as obras hoje paralisadas (existem 7400 obras paralisadas hoje no país); promover, pela simplificação legal e regulatória, o investimento e operação de ativos de infraestrutura em regime de direito privado; finalmente, existe um grande número de empresas estatais no setor de infraestrutura, que funcionam com baixa produtividade e precisam ser privatizadas. É o caso da Eletrobras.

João Amoêdo (Novo)
A primeira é a volta do crescimento da economia, de uma maneira durável e sustentável. É preciso recuperar o rating do Brasil com um ambiente mais simples e seguro de negócios. Temos uma série de reformas associadas a um salto de produtividade ; da desburocratização à reforma tributária ; que são essenciais para que a economia volte a gerar empregos, e empregos melhores. Precisamos aperfeiçoar a reforma trabalhista para que haja uma oferta de empregos com modalidades contratuais mais flexíveis em termos de horários, remuneração e duração de contrato.

Lula (PT)
O povo tem pressa de voltar a viver com a certeza do trabalho, do salário e da proteção da lei. Nos primeiros meses de governo, a coligação O Povo Feliz de Novo implantará o Plano Emergencial de Empregos para começar a devolver a dignidade a milhões de famílias que tanto sofreram pelo drama do desemprego. O Brasil vai voltar a gerar empregos no curto prazo, e vamos voltar a valorizar o salário-mínimo para impulsionar a economia popular. Obras paradas do Minha Casa, Minha Vida serão uma prioridade porque elas resolvem dois problemas: a falta de moradia e a de emprego.

Marina Silva (Rede)
A criação de empregos dignos será o foco central. Além da oferta de empregos no setor de infraestrutura, as diretrizes do Programa de Marina Silva defendem um ambiente favorável aos negócios, com incentivo a questões produtivas e a facilitação do comércio exterior. Será necessária uma revisão das prioridades de intervenção do Estado, privilegiando as atividades que geram mais empregos, com diminuição dos custos de contratação do trabalho formal e orientação dos programas sociais à inserção produtiva. As diretrizes preveem o incentivo para geração de energias limpas e renováveis, com a Petrobras na liderança. A energia solar fotovoltaica poderá gerar cerca de 3,9 milhões de empregos diretos e indiretos até 2030. A implementação do RenovaBio deverá criar 1,4 milhão de empregos. Estudos do IPEA mostram que 200 empregos diretos e indiretos são criados para cada mil hectares de área de florestas em recuperação.

Jair Bolsonaro (PSL) não respondeu.

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