Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 09/09/2018 00:00
O general e o capitão
Candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, o general Hamilton Mourão deixou muitos em pânico com suas últimas declarações. Na entrevista à Globonews na sexta à noite, passou a ideia de que, se houver uma discordância de projetos de governo e, ;por hipótese, que não está posta no momento;, essas discordâncias descambarem para o que ele considerar ;anarquia;, as Forças Armadas poderão agir. Disse também nas entrelinhas que os militares conseguirão segurar os ímpetos de Bolsonaro, em campanha desde 2015. Para quem quisesse ouvir, revelou que sempre foi a primeira opção do candidato para a vaga de vice. Para bons entendedores está claro que, com ou sem Bolsonaro, a turma de Mourão abraçou a missão e, enquanto o país estava entretido com o impeachment de Dilma Rousseff, foi conquistando apoios. Os movimentos da bolsa de valores indicaram ainda de que a torcida dos que representam o PIB brasileiro está com Mourão.

O bumbo de Temer I
O governo passará a dar mais destaque ao que considera os grandes avanços da segurança no Rio de Janeiro no período de intervenção na área de segurança pública. Estão em gestação estratégias de comunicação para mostrar que os crimes diminuíram, o preço das drogas subiram, dada a redução da oferta.

O bumbo de Temer II
Já há quem diga inclusive que, se o próximo governador do Rio for esperto, pedirá a manutenção das forças de segurança no estado. Porém, não depende só dele. Tem que ser uma ação coordenada com o próximo presidente da República, e a cúpula militar. Até aqui, quase todos os candidatos se disseram favoráveis ao fim da intervenção. Porém dada a falta de recursos financeiros no estado, tem muita gente repensando essa possibilidade.

O que eles pensam
A quantidade de deputados que foi à porta do hospital pegar carona na solidariedade a Jair Bolsonaro tem um quê de aposta no futuro. É que muitos deputados consideram que o colega do PSL, por não ser nenhum líder no Parlamento, terá que atender aos pedidos de muitos para formar bancada. No baixo-clero, cresce a sensação no sentido de ;ele é quem mais vai depender de nós;.

Se dependesse dele;
Principais escudeiros candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, se sentem à vontade para bater no governo de Michel Temer e continuará nesse caminho por um simples motivo: de dependesse dos deputados do PSDB de São Paulo, o presidente já estaria afastado do cargo há tempos.

...nem teria assumido
É que o grupo paulista capitaneado pelo governador não só votou a favor do prosseguimento das investigações contra o presidente no ano passado, como defendeu o afastamento da chapa quando do impeachment de Dilma Rousseff. Porém, não teve força para levar a proposta adiante.

CURTIDAS

Leis tipo exportação I/ Entre os vídeos que o presidente Michel Temer (foto) pretende colocar na roda daqui a uns dias, houve sugestões para que ele inclua a defesa de três leis que o Brasil já exportou para o resto do mundo: O Estatuto da Criança e do Adolescente, o Marco Legal da Infância e o Código de Defesa do Consumidor.

Leis tipo exportação II/ Até aqui, o ECA, por exemplo, foi fartamente criticado por Jair Bolsonaro.

Por falar em Bolsonaro.../ Ele e seu comando de campanha consideram favas contadas a vitória no primeiro turno. Já há quem diga no entorno do candidato que, se não for assim, terá sido; Um golpe.

Um ato por Haddad/ Aliados do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad estão combinando um grande movimento na cidade para recebê-lo como o candidato oficial do PT na noite de segunda-feira.

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