O pedacinho de Brasília que eu amo

O pedacinho de Brasília que eu amo

Saiba o que tem de especial em lugares que alguns moradores da capital do país escolheram como preferidos

postado em 09/09/2018 00:00
 (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
; Sarah Paes*
Passado e presente se encontram na capital ainda jovem. Em meio ao cerrado, na mistura da arquitetura planejada e do concreto com formatos modernos desenhados e pensados, as pessoas encontram em Brasília lugares para chamarem de ;seus;.
A cidade mais conhecida por ser a sede do poder político brasileiro esconde espaços e pedacinhos amados por seus moradores. Céu único, arborizada, cidades com características próprias, vias largas, tesourinhas, balões e pardais,

; Ester Cezar*
são algumas das características da capital federal, mas que também preserva o ar de cidade pequena, acolhedora. Há alguns refúgios mais famosos, outros nem tanto. Praças, museus, cafés, parques, cada um com suas características, atraem os brasilienses que aproveitam o tempo livre para desfrutar desses espaços, que são visitados por muitos e cultuados por alguns.
O Correio encontrou pessoas que quiseram compartilhar alguns dos vários lugares da capital que consideram especial:

Geovanna Machado Silveira e Leonardo Lima na 308 Sul Quadra Modelo ; SQS 308
Geovanna Machado Silveira, 26, estudante, e Leonardo Lima, 28, Designer, amigos e moradores do Guará II, costumam passear pela quadra modelo de Brasília. Leonardo conta que escolhe o caminho por conta da beleza e do estilo diferente da quadra. ;Sempre venho cortando a quadra pelo meio, ela tem um ar vintage, mas, ao mesmo tempo, muito moderno. Gosto de reparar nos cantinhos e nas diferenças da paisagem daqui;, completa. Geovanna acredita que a quadra é muito fotogênica. ;Aqui tem uma coisa meio plástica, retrô, fotogênica mesmo;, confirma Geovanna.

Café e um Chêr
Solange Carvalho Silva, Elenice Faria Carvalho e Maria de Lourdes Botelho no Café e Chêro, da 107 Sul
Em uma tarde ensolarada, Solange Carvalho Silva, 80, dona de casa e moradora da Asa Sul, convidou as amigas que vieram lhe visitar para comemorar seu aniversário em um dos seus lugares preferidos da capital. O trio se encontrou no restaurante Café e um Chêro, para se deliciar com a pamonha que é servida às terças-feiras. Elenice Faria Carvalho,77, de Tupaciquara (MG), e Maria de Lourdes Botelho, 68, de Uberaba (MG), aprovaram a escolha da amiga. ;O pessoal aqui é muito educado, eu sempre passava aqui e acabei fazendo amizade com o dono. Eles têm uma pamonha maravilhosa e, como moro aqui perto, acabei virando freguesa;, realça.

Museu Nacional da República
Danilo Guimarães e Jackson
Pacheco no Museu Nacional
Entre cigarros, conversas e sorrisos, sentados no chão e encostados no grande muro do Museu Nacional, os amigos Danilo Guimarães, 29, e Jackson da Silva, 29, aproveitam a tarde em um dos espaços turísticos da capital. Para eles, o local representa o ponto de encontro do grupo de amigos ao qual pertencem. Jackson considera a área especial pela questão da acessibilidade e pela diversidade de pessoas que se concentram ali. ;O acesso aqui é mais fácil, fica perto da Rodoviária. A galera pode vir de metrô e de ônibus. Aqui tem muitas pessoas iguais a gente.; Danilo destaca a variedade de ações culturais que ocorrem no local. ;Sempre tem evento legal, como o Green Move, Batalha de Rap e a Semana da Diversidade.; Os estudantes costumam visitar o museu pelo menos uma vez por mês.

Biblioteca Nacional de Brasília
Clara Lorena Carvalho,17, Biblioteca Nacional
De mochila cheia de livros, cadernos e material de estudos, Clara Lorena Carvalho, 17 anos, costuma frequentar a Biblioteca Nacional para estudar de olho nas provas do vestibular. Ela quer cursar medicina na Universidade de Brasília (UnB) e escolheu o lugar pela tranquilidade e pela facilidade de acesso. A estudante passa de três a quatro horas por dia estudando, depois de vir do estágio, no Guará. ;Eu estudei em outras bibliotecas, mas nenhuma é como esta. Aqui eu me surpreendi. Encontrei o silêncio. É o meu lugar. As pessoas realmente respeitam e tem um acervo muito rico, que eu costumo usar;, observa.

Cine Brasília
André Spies no Cine Brasília
Em um início da noite de quarta-feira, o servidor do Ministério Público André Spies, 52 anos, morador da Asa Sul, caminhava pelo hall de entrada do Cine Brasília. André gosta frequentar a sala de cinema do prédio projetado por Oscar Niemeyer. ;Costumo vir aqui logo depois que chego do trabalho. Às vezes venho só para comprar uma pipoca fresquinha. Gosto muito daqui, pois, além de ser um patrimônio de Brasília, o estilo dos filmes são mais cult,
aqui é uma joia cultural;, completa o cinéfilo.

Deck Asa Norte
Luciana Rocha e Leonardo
Vieira no Deck Norte
Diante do pôr do sol característico de Brasília, Leonardo Vieira, 24 anos, ator, e Luciana Rocha, 45, servidora pública, aproveitavam o fim do dia para pescar no Deck do final da Asa Norte. ;Gosto de vir aqui para relaxar. Nos últimos três meses, visitamos aqui quase todos os dias. Durante este tempo seco, ficar à beira do lago, nesse cantinho de Brasília, tem sido muito bom;, afirma o ator mostrando o resultado da pesca: tilápias para o jantar.
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Hugo Gonçalves, Carolina Lannes, Gelio Filho, Rafael Lannes, Maiza Lannes, Marinalva Nalva Felipe, Igor Frutuoso e Priscila Dias no CCBB
Um grupo de amigos escolheu o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) para ser o cenário do encontro cheio de brincadeiras, risadas e confraternização. Se conhecem desde a infância e adoram curtir a vida juntos. Se encontraram a convite de Priscila Dias, 32 anos, frequentadora assídua do local. Ela conta que, sempre quando tem uma exposição ou evento de seu interesse, vai ao CCBB. ;Gosto desse ar cultural daqui e também é gratuito. Além das exposições, têm eventos muito legais, como festas juninas e shows. É uma área ótima e muito bonita. Tem também uma arquitetura bacana para crianças.; E, por falar em crianças, estava presente o pequeno Rafael, de 3 anos, que animava a todos com uma brincadeira de avião. Priscila ressalta que fez o convite também por causa dele, para que pudesse ter mais liberdade de brincar.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação