Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 14/09/2018 00:00




Michel Temer na estrada

A aposta do meio jurídico é de que a Procuradoria-Geral da República deixará para 2019 o oferecimento de denúncia contra o presidente Michel Temer no caso da suspeita de propina nos portos. É que, embora a Polícia Federal esteja investigando o presidente agora, os fatos se referem a 2014, quando ele ainda era vice. E, reza a legislação, um presidente só pode ser processado por atos relativos ao mandato.
Enquanto o processo não vem, Temer aproveita para tentar dar uma arrumada na biografia, entregando obras pelo país. Ele coloca na conta de seu governo, por exemplo, a transposição do rio São Francisco, projeto que foi paralisado na administração Dilma Rousseff e que o presidente retomou.

Enquanto Bolsonaro
se recupera...
Aliados do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, traçam um ;plano C; para a hipótese de o candidato não se recuperar a tempo de conseguir fazer campanha no segundo turno. E a solução passará por quem tiver um discurso mais moderado.


; a intriga corre solta
A entrevista que o príncipe Luiz Phillipe de Orléans e Bragança concedeu à revista Crusoé vem sendo citada entre os aliados de Bolsonaro como um tiro para tentar afastar o presidente do PSL, Gustavo Bebianno. Na entrevista, embora, cercado de ;não sei se foi isso e não houve cobrança direta;, o príncipe faz insinuações de que teria suspeitado de uma cobrança indireta de dinheiro para ser vice na chapa.


Apostas
Quem arrisca fazer cálculos sobre bancadas põe o MDB e o PP disputando cabeça a cabeça a hegemonia na Câmara. Porém, nada de números tão espetaculares. As contas indicam que os partidos majoritários farão, no máximo, 55 parlamentares. O PT vem no segundo pelotão, com algo em torno de 40 deputados.


Moral da história
Quem vencer a eleição presidencial terá que conversar com o partido de Michel Temer, hoje criticado por todos os candidatos.

Destinos cruzados/ O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e o de São Paulo, Márcio França, passaram boa parte da posse de Dias Toffoli conversando. Ambos estão com dificuldades de fazer deslanchar as campanhas.

Os recados do pacificador I/ Dias Toffoli assumiu a Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) com a missão de pacificar a Casa e atender todos os públicos. O primeiro gesto foi fazer do ministro Luís Roberto Barroso o orador em nome da Corte. Barroso, há alguns meses, protagonizou uma discussão acalorada com o ministro Gilmar Mendes, chamando-o de ;pessoa horrível;.

Os recados do pacificador II/ A escolha de Barroso deixou Toffoli à vontade para, em seu próprio discurso, citar a necessidade de diálogo entre os ministros e de respeito às diferenças, e a importância da generosidade e do afeto. Para bons entendedores, é hora de deixar de lado cenas acaloradas em plenário.

Arthur, o cabo eleitoral/ Presente à posse de Toffoli, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (foto),
do PSDB, conversou com Geraldo Alckmin por telefone, há três semanas, quando alertou o tucano sobre a necessidade de apresentar uma proposta econômica para a Amazônia e a Zona Franca. Combinaram uma visita de Geraldo ao estado. ;Recebi o Álvaro Dias, que é meu irmão, mas tive a alegria de não estar lá para receber o Ciro Gomes, que fala bobagem com pose. Ele representa o atraso;, diz.

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