Crítica / O banquete ****

Crítica / O banquete ****

Ricardo Daehn
postado em 14/09/2018 00:00
 (foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)

Vamos celebrar a estupidez humana!
Mais de 20 anos depois de Terra estrangeira, Daniela Thomas revê, em O banquete, o império Collor sob a sombra de efeitos colaterais. Que o Brasil siga no atraso não é contingência.

Na sala de jantar, apinhada por personagens defendidos por excelentes atores (o naipe mais vistoso traz Drica Moraes, Fabiana Gugli, Gustavo Machado e Caco Ciocler), faz falta a máquina de lavar. A roupa suja, entretanto, transborda.

Com dotes shakespearianos, o roteiro contempla agressões calculadas, humilhações, bebedeira e promiscuidade que soterram, aos poucos, o afluxo de bons costumes.

Da queda de cada máscara social, o espectador lucra o hipnotismo de uma alta dramaturgia que massacra aparências e evidencia jogo de desejos e intenções.

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