Mais 15 dias para investigar ataque

Mais 15 dias para investigar ataque

» Renato Souza
postado em 21/09/2018 00:00
 (foto: Guilherme Leite/Folhapress - 6/9/18 )
(foto: Guilherme Leite/Folhapress - 6/9/18 )


A Polícia Federal prorrogou ontem o inquérito que investiga o ataque contra o deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. A corporação deve concluir as diligências dentro de 15 dias e enviar à Justiça Federal. No entanto, uma segunda investigação será aberta para aprofundar as investigações. Até o momento, foram ouvidas 38 pessoas e a conclusão é que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho.

Apesar dos indícios levantados até agora, ainda não está descartada a participação de um mandante ou de pessoas envolvidas na logística do ataque. À Polícia, o agressor continua dizendo que atuou sem ajuda e foi motivado por ;divergências ideológicas; com Bolsonaro.

Em nota, divulgada ontem, a PF informou que já colheu depoimentos de testemunhas e realizou perícia em computadores. ;Para o pleno esclarecimento dos fatos apurados, até o momento a Polícia Federal entrevistou 38 pessoas, colheu 15 depoimentos formais de testemunhas, realizou três interrogatórios formais do preso e analisou dois terabytes de imagens. Foram realizadas diligências investigativas em Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba, Uberlândia, Pirapitinga, Belo Horizonte e Florianópolis;, informou a instituição.

Uma polêmica da qual a PF ainda não se debruçou, é a presença de Adélio na Câmara dos Deputados, em Brasília. O sistema de registro de entrada de pessoas da casa legislativa aponta que o agressor do candidato esteve no local há cinco anos. Adélio de Oliveira visitou o Congresso em 6 de agosto de 2013.

Na ocasião, além de fornecer dados pessoais, como nome e data de nascimento, também teve a imagem do documento de identidade registrada em um dos computadores da recepção da Câmara. O sistema registrou outra passagem dele, em 6 de setembro deste ano, mesmo dia do ataque contra o presidenciável, em Juiz de Fora (MG). Como fica evidente que essa visita não ocorreu, o assunto acabou virando polêmica.

Levantou-se a hipótese de que o agressor contasse com apoio em Brasília. No entanto, em nota, a Diretoria-Geral da Câmara, informou que o registro de entrada dele na casa foi incluído por erro de um dos funcionários que atuam na recepção do prédio.

O inquérito da Polícia Legislativa relacionado ao caso foi encerrado na última terça-feira, 18. A faca usada no crime foi encontrada próxima à barraca de um camelô, em Juiz de Fora. O objeto vai passar por um exame de DNA, para identificar se existe material genético de outra pessoa que poderia estar envolvida.



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação