Mercado mais calmo

Mercado mais calmo

» ANDRESSA PAULINO*
postado em 21/09/2018 00:00

O mercado financeiro vislumbra um período eleitoral mais favorável, com o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro se consolidando na primeira colocação nas pesquisas de intenção de voto. Ontem, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), fechou estável, com leve recuo de 0,07%, sendo cotado a 78.116 pontos.

De acordo com o estrategista-chefe da Avenue Securities William Castro Alves, o mercado materializou o cenário há tempo esperado. ;Já sabemos que teremos o Bolsonaro em um segundo turno. A dúvida agora é quem irá com ele;, afirmou o economista. Para ele, o candidato ao Planalto pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, e Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) são as duas opções mais prováveis para a disputa do segundo turno, o que não fará tanta diferença para os investidores, de acordo com os aspectos de condições políticas econômicas propostas pelos dois.

A escassez de notícias, também acabou trazendo um aspecto positivo para o índice, já que não houve sobressaltos no âmbito internacional. Lá fora, investidores continuaram a relativizar os atritos comerciais entre Estados Unidos e China, bem como a oscilação dos mercados emergentes. Segundo Castro Alves, são aspectos que o mercado já ;digeriu;.

Câmbio


Já o dólar terminou o dia com um recuo de 1,29%, sendo cotado a R$ 4,07. O valor é o menor desde 31 de agosto, quando a moeda fechou em R$ 4,06. E o cenário externo foi, novamente, o principal fator a impulsionar a queda da moeda no país. Com o bom humor externo e o maior apetite por risco de emergentes, investidores seguiram o desmonte de posições compradas em real, fazendo finalmente a moeda cair abaixo do patamar de R$ 4,10.

Segundo o estrategista-chefe da Avenue Securities, o comunicado do Banco Central de que a taxa básica de juros, Selic, poderá aumentar depois das eleições pode ser positiva para um controle mais adequado da moeda internacional. ;Isso quer dizer que o Banco Central está de olho nas eleições, e se o cenário for negativo para a economia, vai intervir. É o papel da autoridade monetária, e faz com que a alta do dólar seja freada;, constatou.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

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