Mercado S/A

Mercado S/A

Em vez de se especializar em apenas uma categoria de produto, a empresa criou sete divisões, que vão de restaurantes e supermercados a lojas de roupa

Amauri Segalla amaurisegalla@diariosassociados.com.br
postado em 21/09/2018 00:00
 (foto: Delivery Rappi/Divulgação)
(foto: Delivery Rappi/Divulgação)

Glovo, Rappi e o crescimento dos aplicativos de entrega

A insegurança pública está ajudando a acelerar o crescimento das empresas de entrega. O aplicativo Glovo, com sede na Espanha, é exemplo disso. A plataforma tem avançado exponencialmente no Brasil, segundo o diretor-geral Bruno Raposo. Em vez de se especializar em apenas uma categoria de produto, a empresa criou sete divisões, que vão de restaurantes e supermercados a lojas de roupa e até a modalidade ;Qualquer Coisa;, na qual o consumidor pode solicitar o produto que quiser e a Glovo se responsabiliza pela intermediação de todo o processo de entrega. Presente em 12 cidades brasileiras, a empresa recebeu recentemente um aporte de 115 milhões de euros para turbinar a expansão. O mercado de entregas está em franca ascensão. No início de setembro, o aplicativo colombiano Rappi (foto), que também promete entregar qualquer coisa, se tornou o novo unicórnio ; como são chamadas as empresas avaliadas em US$ 1 bilhão ; da América Latina.





Na Bradesco Seguros, a Bia resolve

A inteligência artificial e os serviços de assistência do Google já estão tirando muita gente do sufoco. Para pedir um reboque ou comunicar uma batida, dez mil clientes da Bradesco Seguros recorreram ao robozinho no último fim semana, quando o serviço estreou. Funciona assim: o segurado deve dizer ;falar com a Bia, do Bradesco; para pedir serviços como a troca de pneu do carro, socorro em colisões, ajuda com chaveiro e outros pedidos. Segundo o Bradesco, a Bia resolve tudo.


No Grupo Zanatta, greve dos caminhoneiros gerou perdas de R$ 8 mi

Para o Grupo Zanatta, dono das embalagens Canguru e das telhas Imbralit, não existe crise. No primeiro semestre, o faturamento disparou 38% na comparação com 2017 e a expectativa é fechar 2018 com receitas de R$ 350 milhões. Segundo o diretor Leandro Buciani, o salto é consequência dos investimentos em inovação. Mas o que foi bom poderia ter sido ótimo. ;Os resultados foram afetados pela greve dos caminhoneiros, que contribuiu com uma perda de R$ 8 milhões em receitas;, diz o executivo.



Negócios com food trucks disparam na OLX

O aumento do número de profissionais autônomos no Brasil, que soma cerca de 37 milhões de pessoas segundo dados do IBGE, provocou uma corrida por food trucks e carretinhas. Pelos cálculos do site de classificados OLX, os negócios envolvendo esses veículos aumentaram 42% no segundo trimestre de 2018 na comparação com o primeiro. O mercado de comidinhas vendidas em food trucks (foto) já movimenta cerca de US$ 3 bilhões no Brasil.


Rapidinhas

  • A empresa Minsait, braço digital do grupo espanhol Indra, vai trazer ao país uma tecnologia de análise e liberação de crédito imobiliário. De acordo com a companhia, que atua em parceria com várias instituições brasileiras, o tempo médio de liberação de recursos caiu de trinta dias em 2016 para nove dias em 2018.

  • A startup HomeCarbon criou uma tecnologia inédita no país que permite o acompanhamento, em tempo real e por aplicativo de celular, do consumo de energia em residências e empresas. Batizada de Energia das Coisas, a plataforma alerta sobre o valor da conta de luz antes do fechamento e entrega da fatura, independentemente da distribuidora.

  • Uma delegação brasileira vai à Organização Mundial do Comércio, em Genebra, na Suíça, para reclamar da imposição de taxas e cotas dos chineses ao comércio de frango e de açúcar do Brasil. Até agora, a Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior vinha tentando resolver o assunto de forma mais branda.

  • A postura inflexível dos chineses mudou a estratégia. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, uma série de estudos de impacto será entregue à OMC para mostrar os efeitos nocivos do protecionismo chinês ao agronegócio brasileiro.



  • 52,8 pontos
    foi o Índice de Confiança
    do Empresário Industrial em
    setembro, o que representa
    uma queda de 0,5 ponto em
    relação a agosto. Foi o primeiro
    recuo após dois meses de alta

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação