Da Copinha ao Copão

Da Copinha ao Copão

Como as revelações da final da Copa SP Júnior de 2016 podem ajudar Corinthians e Flamengo na semifinal da Copa do Brasil. Saiba quais personagens daquela decisão se firmaram nos elencos profissionais

Emanuelly Fernandes*
postado em 26/09/2018 00:00
 (foto: Nelson Almeida/AFP - 24/5/18
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(foto: Nelson Almeida/AFP - 24/5/18 )






Craque, Corinthians e Flamengo fazem em casa. Há dois anos, os clubes mais populares do país decidiram a Copa São Paulo de Futebol Júnior, no Pacaembu. Empate por 2 x 2 no tempo normal e triunfo rubro-negro nos pênaltis por 4 x 2. Parte do legado daquela partida será aproveitado hoje, às 21h45, em Itaquera, no duelo de volta das semifinais da Copa do Brasil. Campeão do badalado torneio de base, Lucas Paquetá firmou-se como titular do time carioca. Vice, Pedrinho é uma espécie de talismã da Fiel. Bom de bola, o menino quase sempre tem o nome gritado para infernizar a vida dos adversários.

Da safra vice-campeã da Copinha, o Corinthians contou, até abril, com Maycon entre os titulares. Com a venda do volante ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o xodó entre os jogadores que participaram daquela final passou a ser Pedrinho. Na decisão, o meia-atacante era reserva. Entrou nos minutos finais do jogo. Nesta temporada, foi titular algumas vezes, por coincidência, com o técnico Osmar Loss ; o mesmo que o treinou nas categorias de base.

Com a chegada de Jair Ventura, Pedrinho perdeu espaço. O treinador adota um estilo de jogo defensivo, mesclando potência e força física. Qualidades que a jovem revelação precisa aprimorar. Ele não consegue manter o mesmo ritmo durante os 90 minutos. Na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, não saiu do banco. Entretanto, pode ser uma aposta do técnico para o confronto de hoje, caso precise de um jogador técnico e qualificado com a bola nos pés.

Os números de Pedrinho mostram que o finalista da Copinha de 2016 segue em fase de desenvolvimento. Fez apenas um gol em 38 jogos nesta temporada, mas foi em um jogo de mata-mata, na derrota por 3 x 2 para o Bragantino pelas quartas de final do Paulistão. O desempenho contrasta com o de Lucas Paquetá. Mais velho do que a joia corintiana, o meia de 21 anos usou a final da Copinha de 2016 como trampolim para a carreira. Estreou em 2017 nos profissionais, fechou o ano como titular, virou protagonista ao lado de Diego e Everton Ribeiro e chegou à Seleção Brasileira. O jogador mais versátil do país acumula nove gols em 47 partidas na temporada.

Lucas Paquetá é tão importante no sistema tático do técnico Maurício Barbieri, que o Flamengo armou força-tarefa para tê-lo no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. A diretoria fretou avião para buscá-lo em Washington, nos Estados Unidos, onde ele estava com a Seleção. Paquetá pode ser o grande coringa rubro-negro. Ele atua em várias posições. Desde que subiu para a equipe principal, ocupou as funções de segundo volante, meia e centroavante.

O Flamengo conta com outros três jogadores que disputaram a final da Copinha em 2016. O goleiro Thiago foi um dos destaques daquele jogo. Nos pênaltis, fez duas defesas e garantiu o título. Ele chegou a ser titular da meta rubro-negra em algumas ocasiões, incluindo o primeiro jogo da final da Copa do Brasil do ano passado. Hoje, é o terceiro goleiro. O zagueiro Léo Duarte era titular absoluto naquele time sub-20. Alcançou o mesmo status na equipe principal. Léo foi o capitão na Copinha. Hoje, assume um papel importante na zaga, como sucessor do veterano Juan.

Matheus Sávio também estava na decisão da Copinha de 2016. Fez um dos gols do Flamengo no tempo normal. Irregular, não aproveitou as oportunidades como titular. Contestado, é opção no banco de reservas. Considerado uma das grandes promessas na época, chegou a ser emprestado ao Estoril, de Portugal, mas retornou em julho deste ano. Decisivo em vários jogos no ano passado e nesta temporada, o centroavante Felipe Vizeu também chegou a ser titular durante a ausência de Paolo Guerrero. Vendido para a Udinese, participa da primeira temporada no Campeonato Italiano.



;Não podemos pilhar muito. Espero fazer um bom jogo e muito equilibrado;
Jair Ventura, técnico do Corinthians


;Se o Corinthians escolher se manter na defesa, temos que ter calma e tranquilidade;

Maurício Barbieri, técnico do Flamengo




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