Pessimismo no mercado

Pessimismo no mercado

» BRUNO SANTA RITA*
postado em 02/10/2018 00:00

As projeções do mercado financeiro para o crescimento econômico deste ano e do próximo continuam pessimistas e, com o desânimo dos empresários, os investimentos no país não deslancham. A última edição do relatório Focus, publicada ontem pelo Banco Central (BC), mostrou que a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano se manteve em 1,35% já apontados na semana passada. Há quatro semanas, a projeção era de 1,44%. Os analistas aumentaram, porém, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 4,28% para 4,30%.

Para 2019, o mercado estima que o IPCA tenha alta de 4,20% e o PIB suba 2,5%. Entre o chamado Top 5 ; grupo de economistas que mais acertam as previsões ; a inflação de 2018 é projetada em 4,46%. O pesquisador sênior da área de economia aplicada da Fundação Getúlio Vargas, Marcel Balassiano, ressalta que é importante lembrar que, embora a expectativa seja de alta, a inflação ainda está dentro da meta perseguida pelo do BC, de 4,50%. ;Mesmo para os anos seguintes, as projeções estão abaixo da meta;, afirmou.

Para o economista e pesquisador Felipe Queiroz, a estimativa de alta da inflação reflete a influência do mercado de câmbio, que viu o real se desvalorizar em relação ao dólar nos últimos tempos. Além disso, ele avalia que a projeção do PIB cresce muito menos do que deveria para que se possa esperar uma melhora real para a economia. ;Com as incertezas políticas e econômicas, você gera uma fuga de capitais muito grande. Além disso, o crescimento do PIB está muito aquém do que precisaria ser;, lamentou.

* Estagiário sob supervisão de Odail Figueiredo



  • Embraer terá que se explicar à CVM

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou à Embraer esclarecimentos sobre não ter comunicado, em fato relevante, o acordo feito com a Procuradoria-Geral da República Dominicana (PGRD) em que aceita pagar
    US$ 7,04 milhões para encerrar acusações de violação das leis locais relacionadas à venda de aeronaves à Força Aérea daquele país. Ontem, a companhia justificou que ;a ação proposta pela PGRD implicava potencial condenação em valor que não revelava relevância financeira;. ;O valor e o escopo das obrigações efetivamente assumidas no acordo também não são relevantes, no contexto das atividades da Embraer;, disse a empresa aérea. O acordo prevê pagamento do dobro do valor que a fabricante brasileira confessou ter pago em propinas quando vendeu oito aviões Super Tucano, em 2009, ao país caribenho.

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