Desafio é tratar a saúde

Desafio é tratar a saúde

postado em 02/10/2018 00:00
 (foto: Newgrafias.com.br/Divulgação)
(foto: Newgrafias.com.br/Divulgação)


A mudança da forma de a empresa trabalhar, de acordo com o presidente da Dasa, foi um dos grandes desafios que ele enfrentou. Também foi preciso investir em novas tecnologias para o dia a dia do negócio. Para isso, foi fechada uma parceria com a Amazon, que implantou a AWS (Amazon Web Services), que fornece acesso sob demanda para servidores de aplicativos, armazenamento, bancos de dados, entrega de conteúdo, e permite a execução de aplicativos que melhoram a experiência para o cliente.

Brasília foi um dos mercados onde a Dasa colocou as mudanças em prática. A empresa transformou a operação com a marca Pasteur em Exame Imagem e Laboratório, outra marca do grupo, aumentou o treinamento da equipe e melhorou o corpo médico. Nos últimos três anos, a Dasa investiu R$ 1,7 bilhão, incluindo novas tecnologias e aquisições de concorrente. ;Todo esse processo de turn-around (expressão inglesa usada como sinônimo de mudança e recuperação das corporações) foi concluído no fim do ano passado;, completa.

Parte desses recursos foi usada para equipar um centro de diagnósticos em Barueri, na Grande São Paulo, por onde passam diariamente cerca de 40 mil amostras laboratoriais ; 25 milhões por ano. A análise dos tubos é feita por softwares, com a ajuda de inteligência artificial, que interpreta os dados e aponta os resultados. Graças ao acúmulo de informações que o equipamento permite, quanto mais amostras forem analisadas, maior será o seu repertório e mais rápido e preciso o resultado.

O equipamento da Roche Diagnóstica permitiu que a Dasa aumentasse sua produtividade em 14%. Ao todo, são 148 metros de esteiras, acopladas a 54 módulos e a equipamentos de precisão. A tecnologia reduziu em até 10 horas o ciclo para análise de uma amostra de sangue. Esses pequenos tubos são coletados em 1.900 cidades. Entre hospitais e laboratórios, são atendidos cerca de 5 mil clientes. Os novos equipamentos aumentaram em 15% a quantidade de testes de especialidade que podem ser feitos com a mesma quantidade de amostras do paciente.

Agora, o desafio, segundo Bueno, é olhar com lupa as tecnologias emergentes que estão surgindo no mundo do diagnóstico e ;tratar a saúde, não a doença;. ;A questão do custo sempre foi um problema para o setor, mas ele será cada vez menor, à medida que a medicina diagnóstica avançar, apontar mais cedo um problema de saúde e permitir que o tratamento comece ainda no início da doença. Por acreditar nisso é que achamos tão importante trabalhar com o paciente enquanto ele ainda está saudável ou quando podemos estabilizar um doente crônico. Não será apertando preço que se vai resolver os problemas do setor de saúde;, analisa. (PP)

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