Nos bares, atenção voltada para a TV

Nos bares, atenção voltada para a TV

GABRIEL PONTE* MARÍLIA SENA*
postado em 04/10/2018 00:00
 (foto: Marília Sena/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Marília Sena/Esp. CB/D.A Press)



Reunir os amigos para ver uma partida de futebol em bar é programa comum na vida dos brasilienses, mas e para acompanhar um debate de candidatos ao governo local? Ontem, o eleitor do Distrito Federal mudou a rotina para assistir ao último encontro dos postulantes ao Palácio do Buriti, promovido pelo Correio Braziliense, e transmitido pela TV Brasília. Foi a oportunidade final para conferir as propostas e acompanhar o confronto de ideias entre os sete concorrentes ao Governo do Distrito Federal (GDF).

Percorrendo o Plano Piloto na tarde de ontem, era fácil encontrar pessoas atentas ao encontro, seja em casa, seja na rua. A estudante do ensino médio Stephanie Britto, 18 anos, votará pela primeira vez no sábado e optou por assistir ao evento em um bar da Asa Norte. A jovem reservou parte da tarde adiantando tarefas e remarcando compromissos. Para ela, acompanhar o debate é importante uma vez que auxilia o eleitor na escolha do próximo governador do DF. Entretanto, a decisão de quem ganhará o voto da jovem ainda não foi tomada, segundo a moça, porque as
opções são ;desinteressantes;. ;Um candidato honesto e que tenha boas propostas para a segurança e o transporte público seria o ideal;, revela.

O empresário André Luiz, 58, já tem costume de assistir às discussões. No entanto, de acordo com o empresário, é a segunda vez que ele acompanha ao debate em um bar, tomando um chopp. Segundo André, a experiência para o telespectador é boa. Porém, a forma com que os candidatos constroem o embate torna a discussão desagradável. ;Me recinto na falta de respeito deles com a população;. Ele critica os confrontos entre os aspirantes ao GDF. Para André, as propostas não são discutidas de forma correta. ;Eu acho muito importante que os jornais realizem os debates, mas gostaria que os candidatos se concentrassem mais em um assunto para discutir e esclarecer a população;, desabafou.

Quem acompanha, satisfeito, a cobertura televisiva dos debates é Ricardo dos Santos, 38, gerente de um estabelecimento comercial na Asa Norte. ;As pessoas que vêm para o bar, nesta época, querem ver o debate mesmo. Muitos vieram para isso. O movimento tende a ser bom neste período;, explicou. Questionado sobre a preferência de clientes em frequentarem o local para acompanhar os palanques, Santos explica que a o comportamento corresponde ao público do local. ;Aqui, a maioria do público é executivo. O pessoal vem, discute bastante. É algo bom. O dono do local nos alerta para dias em que haverá debates para arrumarmos a estrutura. Aí vem um público bem específico com a finalidade de tomar uma cerveja e ver a transmissão;, afirmou.

Em casa
Outro que se organizou com a rotina diária para conferir o encontro foi Augusto Pimenta, 27, administrador de empresas. ;Acho que é muito importante estudar as propostas. Além disso, este debate, em específico, direciona os candidatos a apresentarem propostas, apesar de que, em alguns momentos, eles fazem ataques entre si;, destacou. Augusto revela que soube do debate por meio das mídias sociais do Correio, e, a partir disso, planejou os compromissos do dia para poder estar em casa na hora do evento e assistir, com tranquilidade, ao último confronto dos pretendes ao Buriti antes do primeiro turno. ;Quando descobri que ia ocorrer a transmissão, já entrei no Twitter do jornal para estar por dentro. É extremamente importante acompanhar cada oportunidade. Na minha visão, estar de frente com as propostas é um dever que todo mundo deveria saber;, finaliza.

*Estagiários sob a supervisão de Guilherme Marinho (Especial para o Correio)




;Um candidato honesto e que tenha boas propostas para a segurança e o transporte público seria o ideal;

Stephanie Britto, estudante



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