>> Sr. Redator

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postado em 10/10/2018 00:00


Política
Tradicionalmente, a política é discutida no Brasil em termos de etiqueta moral e bons costumes. Costuma imperar um apelo à ordem e ao progresso sem isso significar, de fato, realidade transformadora. Sem investir em educação, a corrupção continuará reinando, pois ainda se confunde esperteza com inteligência. Espalha-se a ignorância para salvar a pele do alienado grosseiro. O poder de mando ainda rege o espírito das lideranças analfabetas emocionalmente. A obediência é lida como valor legal, enquanto a rebeldia recebe baldes de água fria todos os dias. Ser bem-sucedido é saber ganhar dinheiro. Quanta bobagem pensar assim! Quem tem fome cinicamente é culpado pelos mandatários da desigualdade que são os verdadeiros responsáveis pela situação de penúria generalizada. A turma da inércia sempre teve o boi na sombra. Não faz nada e manda os outros fazerem por ela, numa relação senhor-escravizado, que se sustenta na preservação de benefícios discriminatórios. O que nos resta fazer para mudar esse quadro? Dialogar com nossa tradição contestatória e se inspirar nela para expressar a democracia sem medo de ser feliz. Que o pão nosso de cada dia esteja ao alcance de todos, assim como a vida em plenitude.
; Marcos Fabrício Lopes da Silva,
Asa Norte

Eleição

O governo brasileiro convidou uma missão da Organização dos Estados Americanos(OEA) para observar a eleição no país. Seria de bom alvitre convidar uma comissão independente, especializada em informática para auditar o resultado obtido neste primeiro turno e acabar com a especulação a respeito da vulnerabilidade, ou não, das urnas eletrônicas.
; Celso Benini,
Asa Norte


; O Congresso terá muitos políticos novatos, pisando pela primeira vez nos tapetes luxuosos do Legislativo. Contudo, os privilégios continuarão. São muitos assessores, muitas verbas parlamentares para os nobres ocupantes daquelas cadeiras. Tinha de ter uma reforma política , um referendo ou plebiscito para redução dessas mordomias não somente do Legislativo, mas do Judiciário e dos militares de alta patente também. O país está em crise, os gastos do Executivo foram congelados, mas a gastança dos outros poderes, não. Na verdade, essas eleições nada mudaram. O povo não participa ativamente da elaboração das leis e também não decide em que o dinheiro do governo deve ser aplicado!
; Washington Luiz Souza Costa,
Samambaia


; Todos alardeam que as eleições de domingo passado levaram à renovação do Congresso Nacional. Embora muitas velhas raposas tenham sido demitidas pelo voto popular, não vejo que tenha havido renovação necessária para que prática política consiga conquistar credibilidade. O que houve foi a substituição de seis por meia dúzia. O conservadorismo está cada vez mais arraigadado. Uma trupe do mal chegou ao Legislativo federal e tenho certeza de que as expectativas dos eleitores serão frustrada nos próximos quatro anos. Os novatos são, na verdade, velhos conhecidos. Muita gente saiu da Câmara para o Senado e outros fizeram caminho inverso. Não são pessoas que tenham qualquer preocupação dos anseios do povão, mas têm na Câmara ou no Senado uma proteção especial, que torna inócua a Constituição, que acaba de completar 30 anos, que assegura que todos são iguais perante a lei. Enquanto estão em uma das casas do Congresso, esses malandros podem delinquir que estão protegidos pelo foro privilegiado, na prática um mecanismo de ruptura entre a Lei Maior e a realidade. É mais um daqueles chavecos que malfeitores instituem para garantir que podem trafegar na contramão da lei, pois a impunidade está garantida.
Paulo Américo Santos,
Águas Claras

Democracia

A palavra democracia foi se tornando jargão de todo tipo de demagogia, na boca de latifundiários, megaempresários, seus representantes políticos, ao mesmo tempo em que é repetida por aqueles que nela acreditam. O presente/futuro chama por novas formas de organização política e social, novos caminhos, com muitas inspirações: comunismos, anarquismos, conhecimentos dos povos originários de sociedade, feminismos, antirracismos, quilombismo, ecossocialismo, LGBTs e tudo que nem ;ismo; tem. A sociedade quer essa mudança, não quer modelos de livros empoeirados, nem se convencem com frases de efeito ensaiadas. A população não quer soluções vindas do Norte, que ignoram todos os nossos valores éticos e morais, nossas culturas, saberes, memórias. Nada obedecem mecanicamente, não reproduzem, não são mais massa manipulada. Não se curvarão ao carisma de fulano e ciclano com discursos inflamados, a manipulações ideológicas, não se colocam diante de líderes enclausurados. Os governos eleitos pelo povo sedento de mudanças no início dos anos 2000 promoveram políticas sociais e esperanças, que foram depois brutalmente desiludidas. Esses governos não eram populares, mas populistas. Um país que tem na história um quilombo que resistiu por mais de 100 anos ao poder do Estado, só não avança porque ainda não reconheceu nessa história sua potência. O povo jogará novas sementes que o próximo governante fecundará. Porque a mudança é iminente, a vitória está para chegar, ela está em curso.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

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