Paredões dos dois lados

Paredões dos dois lados

postado em 10/10/2018 00:00
 (foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
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(foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro )


Se todo grande time começa por um grande goleiro, Cruzeiro e Corinthians estão muito bem para a final da Copa do Brasil, que começa hoje, com o primeiro jogo no Mineirão. Tanto Fábio, pelo lado celeste, quanto Cássio, por parte dos corintianos, têm experiência, currículos vencedores, tempo de casa, liderança e atravessam grandes fases, com ligeira vantagem para o cruzeirense.

Ontem, ambos estiveram no Gigante da Pampulha para participar de entrevista coletiva organizada pela CBF. Além de trocarem elogios, falaram sobre as estratégias de cada time para chegar ao sonhado título.

;A competição pede equilíbrio nas duas partidas. Não adianta sobressair em um jogo só. Temos essa consciência de tentar fazer os dois jogos o mais equilibrado possível, mas cientes de que vamos buscar o resultado em casa, pois em São Paulo é bem difícil. Então, a gente espera fazer um belo resultado aqui para ter mais tranquilidade na volta;, diz Fábio, de 38 anos, com a experiência de quem ajudou o Cruzeiro a ser bicampeão brasileiro e tenta o bi da Copa do Brasil, tendo sido muito importante na campanha passada e também na atual ; pegou, por exemplo, três pênaltis na disputa com o Santos, nas quartas. ;Em final, detalhes contam muito. São duas equipes de muita história, de torcidas apaixonadas e dentro de campo cada jogador tem de tentar se destacar individualmente sem perder a coletividade.;

;Em decisão, quem errar menos tem mais chances de sair vitorioso. São dois clubes enormes no futebol brasileiro. Quanto mais efetivo você for, mais terá chance de sair com o título;, declara Cássio, de 31 anos, que acumula no currículo títulos brasileiro, da Libertadores e Mundial, faltando justamente o da Copa do Brasil. ;A gente sabe mais ou menos como vamos entrar em campo, o professor Jair tem conversado conosco. Na primeira partida das semifinais (contra o Flamengo) a gente foi criticado por não ter posse de bola, por não ter chutado em gol. Mas no segundo conseguimos o resultado que nos trouxe à final. Então, sabemos o que temos de fazer.;

Respeito mútuo
Os dois arqueiros mostraram muito respeito um pelo outro. E comemoraram a chance de mais uma vez poder disputar título tão importante como da Copa do Brasil. ;Cada dia agradeço a Deus por poder jogar, aos 38 anos, em alto nível, por ajudar os companheiros e o Cruzeiro a estar em uma grande decisão, por fazer uma história cada vez mais vitoriosa. Cada dia que vou ao treino agradeço por estes momentos. Então é usufruir ao máximo para aproveitar cada momento como se fosse o último;, argumenta o cruzeirense, de 1,88m de altura.

;Sou um privilegiado, nem nos melhores sonhos ia imaginar ser tão vitorioso com a camisa do Corinthians. Jogadores consagrados vieram e não conseguiram. Eu conquistei muito com dedicação e empenho. Só o fato de estar em uma final, em dois estádios lotados, me faz um privilegiado. Vou poder contar para os filhos, os netos;, declara o corintiano, que mede 1,95m. (PG)





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