Eixo capital

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Helena Mader / helenamader.df@dabr.com.br
postado em 10/10/2018 00:00

Câmara Legislativa tem pulverização recorde

A pulverização de partidos é uma das principais marcas da futura legislatura da Câmara Legislativa. A Casa terá representantes de 17 siglas, mais do que as 13 representadas atualmente no parlamento local. No pleito de 2014, o PT foi o recordista de deputados, com quatro eleitos naquele ano. O MDB e o PDT fizeram três representantes cada. Agora, seis siglas conseguiram eleger dois distritais (PRB, PDT, Pros, Avante, PSB e PT) e 11 partidos terão apenas um representante. Essa pulverização vai dificultar negociações políticas do próximo governador com a Casa. Especialmente porque, entre os distritais reeleitos e os novatos, é grande a variedade de interesses e de posicionamentos.


Ibaneis espera contar com maioria

Aliados do candidato do MDB ao governo, Ibaneis Rocha, estimam que, se eleito, ele contará com uma base de apoio de pelo menos 13 distritais ; quórum suficiente para aprovar projetos de leis ordinárias. O MDB elegeu Rafael Prudente. O Avante, do candidato a vice, Paco Britto, conseguiu mandato para João Cardoso e Reginaldo Sardinha. O PP, que também integra a coligação, contará com Valdelino Barcelos. O futuro distrital Delegado Fernando Fernandes é do Pros, mas apoia Ibaneis, assim como Cláudio Abrantes, do PDT. Outros recém-eleitos já negociam apoio.


Pauta conservadora

Na manhã de ontem, Ibaneis tomou café com Bia Kicis (PRP), terceira deputada federal mais votada do Distrito Federal, e com Daniel Donizet (PRP), pupilo político de Kicis e eleito deputado distrital. Quando atuou como procuradora do DF, Bia Kicis teve alguns atritos com Ibaneis Rocha, então presidente da OAB, mas os dois sempre mantiveram uma relação respeitosa e ontem conversaram sobre o cenário do DF. À tarde, o emedebista deu declarações que atendem a algumas das principais pautas de Kicis e Donizet, e se posicionou contra a chamada ;ideologia de gênero;. Em entrevista ao CB.Poder, Ibaneis disse se identificar com muitas das ideias de Jair Bolsonaro. ;Ele tem propostas claras em defesa da família e da segurança que me agradam muito;.




Perda sentida

O PSB, de Rodrigo Rollemberg, perdeu Juarezão e Luzia de Paula, que ficou como primeira suplente, e elegeu agora Roosevelt Vilela e o empresário José Gomes. Os aliados do governador lamentaram muito a derrota de Luzia, que sempre foi uma distrital fiel a Rollemberg na Casa. O PDT está aliado ao governador, mas os dois pedetistas reeleitos, Cláudio Abrantes e Reginaldo Veras, não apoiaram o socialista. Já Agaciel Maia (PR) e Telma Rufino (Pros) são de partidos rivais, mas caminharam ao lado do governador nos últimos anos.



Mandato coletivo fica com a segunda suplência

Iniciativa pioneira na política do Distrito Federal, a chapa Mandato Coletivo teve 6.020 votos. Foi a terceira mais bem votada do PSol, e ficou com a segunda suplência de Fábio Félix. O grupo tem quatro militantes que representam diferentes causas sociais, mas, formalmente, só um apareceu na urna. A ideia era dividir salários e responsabilidades. A proposta, que à primeira vista pode causar estranhamento, fez sucesso em Pernambuco. O PSol elegeu uma chapa coletiva para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, com cinco feministas. Com o sucesso da primeira iniciativa, a ideia deve crescer em 2022.




Rosso fecha com o MDB

Depois de entregar uma lista de prioridades para Rollemberg e Ibaneis, Rogério Rosso declarou ontem apoio ao emedebista, que se comprometeu em seguir as bandeiras apresentadas. Um apoio a Rollemberg seria inviável politicamente, já que entre os pedidos de Rosso estavam a extinção da Agefis e do Instituto Hospital de Base. ;Na política, você tem de ter lado: o da população. Apoiamos Ibaneis graças à concordância sobre pontos que consideramos fundamentais;, alegou Rogério Rosso. O PSDB e o PPS também oficializaram ontem apoio ao candidato do MDB. Ibaneis garante que nenhuma aliança incluiu a negociação de cargos.



;Alta inteligência;

Ontem, a Executiva do PSol no DF decidiu, por unanimidade, se posicionar contra a candidatura de Ibaneis Rocha (MDB), ;em razão das suas práticas políticas que reforçam a corrupção eleitoral, além de diferenças programáticas quanto ao papel do Estado;. O emedebista lamentou o posicionamento, mas elogiou Fátima Sousa. ;A professora Fátima é uma pessoa de alta inteligência e nos ensinou muito. Acho que é uma pessoa que vale a pena, inclusive, ter no círculo de amizades para sempre aprender com ela;.





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