Ibaneis ganha apoio e faz promessas

Ibaneis ganha apoio e faz promessas

Além do senador, derrotado na tentativa de reeleição, o candidato ao Governo do Distrito Federal pelo MDB conquistou o apoio de 18 partidos na disputa do segundo turno. Rodrigo Rollemberg mantém a composição do primeiro turno

» ANA VIRIATO » PEDRO GRIGORI Especial para o Correio
postado em 18/10/2018 00:00
 (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

As composições de Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) para o 2; turno da corrida pelo Palácio do Buriti estão praticamente fechadas. O advogado recebeu o apoio de 18 partidos e de alguns caciques políticos da capital, como o senador Cristovam Buarque (PPS), que declarou, ontem, voto na candidatura emedebista. Do outro lado da disputa, o governador ainda não conseguiu reforços e permanece com o mesmo grupo do 1; turno ; PDT, PCdoB e PV. Uma das siglas da coligação, a Rede, porém, está dividida quanto à aliança. PSol, PCB, PMN e PTC são as únicas legendas com a definição do futuro pendente na capital. Usuais protagonistas, PT e DEM ficarão neutros.

Uma semana após o PPS declarar apoio ao emedebista, Cristovam Buarque recebeu em contrapartida de Ibaneis compromisso de levar à frente o projeto do senador Escolas ideias. Com emendas do gabinete de Cristovam, o emedebista espera começar, no próximo ano, a adaptação de colégios de quatro cidades do DF para formato de tempo integral. O plano é começar em centros de ensino do Recanto das Emas, Varjão e Riacho Fundo 1 e 2. Cristovam não conseguiu se reeleger para o Senado na chapa liderada por Rogério Rosso, que também declarou apoio a Ibaneis.

Em 2014, o senador ficou ao lado de Rollemberg na disputa pelo Palácio do Buriti. Cristovam trocou este ano por acreditar que a gestão do governador fracassou. ;Ele ficou preso em criticar o ex-governador (Agnelo Queiroz) e não construiu um legado;, pontuou.

Integrante da chapa de Eliana Pedrosa (Pros) no primeiro turno, o PTB, de Alírio Neto, também decidiu, ontem, ficar ao lado de Ibaneis. Em contrapartida, a legenda quer a incorporação de alguns projetos ao plano de governo do emedebista, a exemplo da transformação da Residência Oficial de Águas Claras em um Centro de Referência para Tratamento de Pessoas com Deficiência e Doenças Raras, além da implementação do Na Hora nas sedes de administrações regionais. ;Chegamos a sentar com os dois candidatos, mas sempre fizemos oposição a Rollemberg. Não seríamos coerentes se o apoiássemos;, pontuou Alírio.

Mãezinha
Partido de Flávia Arruda, deputada federal mais votada do DF e mulher do ex-governador José Roberto Arruda, o PR declara, hoje, apoio a Ibaneis. ;Há pontos de convergência, porque o plano de governo abarca questões discutidas quando ele ainda compunha a chapa encabeçada por Frejat nas negociações que antecederam a campanha;, explicou o presidente regional da legenda, Alexandre Bispo. Ao firmar a aliança, o partido pedirá que o candidato adote algumas propostas, como o retorno do programa Mãezinha Brasiliense, desenvolvido por Flávia à época em que era primeira-dama, e a criação da Subsecretaria Eclesiástica.

Dono de mais de 800 mil votos na disputa pelo Senado em 2014, Reguffe (Sem Partido) optou pela neutralidade. No 1; turno, ele apoiou 13 candidatos aos cargos de distrital e federal e garante que optou por políticos que não gastaram muito na campanha. Apenas uma foi eleita, a distrital Julia Lucy (Novo).



Suporte e neutralidade dos ex-candidatos ao GDF

; Alberto Fraga (DEM)
Presidido no DF por Fraga, o DEM optou pela neutralidade. Segundo o deputado federal, o partido não apoiaria ;nem bandido nem incompetente;, em referência a Ibaneis e Rollemberg, respectivamente. Contudo, PSDB, PR e DC, que compunham a chapa dele, declararam apoio ao emedebista.

; Alexandre Guerra (Novo)
O Novo não comprará um lado na disputa pelo Palácio do Buriti. Candidato ao Executivo local pela sigla, o herdeiro da rede Giraffas Alexandre Guerra declarou voto em Rodrigo Rollemberg, mas afirmou que não fará apoio partidário nem pessoal ao governador.

; Eliana Pedrosa (Pros)
Entre diferenças partidárias e ideológicas com Rollemberg e desgastes com Ibaneis nos bastidores da campanha e em debates, a ex-distrital optou pela neutralidade no segundo turno. No entanto, a maioria dos demais partidos da chapa ; PTB, PHS, Patriota e PMB ; apoiam o advogado.

; Fátima Sousa (PSol)
Para definir a postura do partido, integrantes da Executiva Regional do PSol devem se reunir até sexta-feira com o governador Rodrigo Rollemberg. Em troca do apoio, a sigla exige que o socialista se posicione contra a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

; General Paulo Chagas (PRP)
Neutro na disputa, Chagas fez críticas aos candidatos remanescentes em redes sociais: ;Não apoio Rollemberg, porque é socialista aliado ao PT. Não apoio Ibaneis, porque está cercado de corruptos;. O PRP, contudo, posicionou-se de forma favorável ao emedebista. O PRTB, que completava a chapa do militar da reserva, não dará suporte a ninguém.

; Júlio Miragaya (PT)
Histórico protagonista nas eleições distritais, o PT ficará neutro na corrida pelo Palácio do Buriti. A opção de apoio a Rodrigo Rollemberg, considerada nos últimos dias, acabou descartada após o socialista não declarar suporte à candidatura do presidenciável Fernando Haddad, apesar de o PSB tê-lo feito em âmbito nacional.

; Rogério Rosso (PSD)
Terceiro colocado na disputa pelo GDF, Rosso declarou apoio a Ibaneis na última semana. Em contrapartida ao suporte, pediu a implementação de 25 pontos no plano de governo do emedebista. Demais partidos da chapa, PRB, PPS, Solidariedade e Podemos pedirão votos para o mesmo candidato.



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação