Economia cresce pelo terceiro mês

Economia cresce pelo terceiro mês

postado em 18/10/2018 00:00

Com baixo potencial, e em passos lentos, a economia vai se recuperando. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu pelo terceiro mês consecutivo, em agosto. A alta foi de 0,47% frente ao mês anterior. Segundo analistas, a economia está, finalmente, conseguindo sair do atoleiro, mas ainda há incertezas por conta do período eleitoral, que prejudicam avanços maiores para o futuro. A taxa subiu 1,28% no acumulado do ano e 1,5% em 12 meses. Na comparação com agosto de 2017, houve incremento de 2,5%.

A retomada da atividade econômica indicava que seria mais forte neste ano. Mas o quadro esperado pelos economistas não se concretizou, e as frustrações tomaram conta das análises. Para piorar, a greve dos caminhoneiros, em maio, prejudicou o resultado de todos os setores. Naquele mês, o IBC-Br caiu 3,33% por conta das paralisações. No trimestre seguinte ; junho, julho e agosto ; o BC diagnosticou que a economia voltou a caminhar, mas em ritmo muito lento.

Na série com ajuste sazonal, o IBC-Br subiu 3,45% em junho, 0,65% em julho e 0,47% em agosto. Com método de análise diferente do BC, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) verificou que, nos dados setoriais, a atividade ainda está cambaleante. A produção industrial caiu 0,2% e 0,3% em julho e agosto, respectivamente. O setor de serviços tombou 2,2% e cresceu 1,2% no mesmo período. Já as vendas do comércio só voltaram a ter resultado positivo no pós-greve, em agosto, com alta de 1,3%.

Luana Miranda, pesquisadora da área de economia aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que o IBC-Br tem demonstrado resultados mais positivos do que o esperado. ;Se observarmos a trajetória do IBC-Br entre julho e agosto, temos crescimento de 2,5%. Ou seja, está mais forte do que estamos estimando;, disse. A especialista calculou que o PIB do terceiro trimestre de 2018 terá alta de 0,9% na comparação com os três meses anteriores. Para o ano, prevê expansão de 1,5%.

;Esperamos resultados melhores no ano que vem, mas ainda é muito difícil apontar se teremos taxas maiores. Para isso, é importante que as reformas estruturais aconteçam;, disse Luana. ;É difícil dizer qual o tamanho das reformas e quão efetivas elas serão. Tudo isso é complicado de prever no momento;, completou. (HF)

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