Comércio volta a crescer

Comércio volta a crescer

postado em 18/10/2018 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press %u2013 24/5/17)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press %u2013 24/5/17)


Com mais dinheiro em circulação, o comércio teve o melhor agosto em quatro anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com agosto do ano passado, as vendas cresceram 4,1%, melhor resultado para o mês desde 2014 (3,7%). Foi o primeiro resultado positivo depois de três retrações mensais seguidas e o do maior avanço desde junho de 2017 (1,6%).

Segundo o IBGE, o resultado de agosto compensou a maior parte da retração de 1,5% acumulada nos últimos três meses. ;Praticamente recupera, voltando ao patamar do varejo próximo a abril;, disse a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Depois da divulgação do resultado de agosto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aumentou de 4,3% para 4,5% sua estimativa de crescimento do setor neste ano. ;O agronegócio está, sim, puxando para cima regiões do país que são menos abastecidas por atividades industriais, um fenômeno que comprova a importância de investir no fortalecimento do setor como uma ferramenta de distribuição de riqueza;, afirma o economista Marcos Franchetti, da Fundação Getulio Vagas (FGV).

Um dos motores do crescimento da riqueza no interior tem sido, indiscutivelmente, a recente alta do dólar e valorização das cotações internacionais das commodities agrícolas. No médio e longo prazo, a tendência de crescimento da demanda mundial, associada à permanência do dólar entre R$ 3,50 e R$ 4, continuam levando boas oportunidades para os produtores do Brasil, inclusive para a safra da temporada 2018/2019.

Uma combinação de fatores externos, principalmente atrelados às economias dos Estados Unidos e da China, fazem com que a saca de soja se aproxime dos R$ 90. Além disso, as exportações do agronegócio brasileiro estão 13% acima do desempenho do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). ;O dólar, mesmo que desacelere por conta de um cenário de mais tranquilidade na disputa eleitoral, vai continuar bem acima da média registrada nos últimos anos, o que tende a continuar levando otimismo ao campo brasileiro;, diz Franchetti. (NC)

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