Sr. Redator

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postado em 18/10/2018 00:00
Comportamento
Ao lançar um olhar sobre o caminho trilhado pelo país, chama a atenção a necessidade de uma nova postura que diferencie os comportamentos, até então, praticados. Com zelo e compreensão, é preciso corrigir cenários desajustados que se opõem à reestruturação da vida. Vida, enquanto qualidade, dignidade e estabelecimento de sentidos da própria existência. Em Filosofia (1933), Noel Rosa (1910-1937) e André Filho (1906-1974) abordaram criticamente a necessidade de uma máscara social como estratégia para sobreviver em sociedade. Alega-se que todos estão submetidos a amarras sociais; não há como escapar às duras exigências da convivência em sociedade. Porém, o que vai determinar alguma diferença nisso é o sentido que o indivíduo pode dar às suas escolhas: ;O mundo me condena/E ninguém tem pena/Falando sempre mal do meu nome./Deixando de saber/Se eu vou morrer de sede/Ou se vou morrer de fome./Mas a filosofia/Hoje me auxilia/A viver indiferente assim./Nesta prontidão sem fim,/Vou fingindo que sou rico,/Para ninguém zombar de mim/Não me incomodo/Que você me diga/Que a sociedade/É minha inimiga./Pois cantando neste mundo/Vivo escravo do meu samba,/Muito embora vagabundo./Quanto a você/Da aristocracia,/Que tem dinheiro/Mas não compra alegria,/Há de viver eternamente/Sendo escrava desta gente/Que cultiva hipocrisia;.
; Marcos Fabrício Lopes da Silva.
Asa Norte


Reconstrução

Com a disparada do capitão Bolsonaro nas recentes pesquisas rumo ao Palácio do Planalto, chamam a atenção os homens de batina e crucifixo de ouro (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ; CNBB) que no apagar das luzes, prestam reverência ao pós-doutorado em comunismo e genérico de presidiário! Resalto isso com muita tristeza, pois, sou católico e conheço bem o genocídio praticado aos fiéis de Cristo e missionários da Igreja de Pedro, na Rússia, e dezenas de outras pátrias mundo a fora. Caráter, coragem, patriotismo verde e amarelo serão o engrediente para a reconstrução do nosso Brasil!
; Amilton Figueiredo,
Asa Sul


Descoberta

Estamos passando por um momento dramático no Brasil. O pessimismo é sentimento comum entre parcela expressiva da sociedade que pensa não só no hoje, mas também no amanhã. A Constituição resistiu bem à crise desencadeada a partir de 2014. Empresários e políticos renomados pararam atrás das grades como resultado da Operação Lava-Jato. Isso foi um tremendo avanço, pois figuras da elite sempre foram intocáveis, num país onde a corrupção prolifera, como capim em período de chuva. Não comungo pessimismo das pessoas. Acho que a polarização permitiu que pudéssemos ver com quem realmente estamos lidando. Triste é descobrir que a maioria da nossa sociedade, formada da mistura de todas as raças e cores, inclusive, amigos e familiares, apoia o racismo, a misoginia, a homofobia e tantas outras formas de discriminação de pessoas ditas como diferentes. Pessoas que, até então, imaginávamos progressistas, concordam com a tortura e a eliminação sumária de quem pensa e age diferente. Não só a máscara das pessoas caíram, mas derreteu a ideia de que a maioria do povo é cristão e generoso. Muito pelo contrário, é beligerante, impiedosa, a ponto de empurrar o país para o atraso. Esse o lado positivo da tragédia anunciada.
; Afonso Guimarães,
Noroeste


Eleições

José Bonifácio, os eleitores sempre têm razão. Tiveram razão ao me substituir pela Leila e pelo Izalci, mas certamente não foi a razão que você aponta em sua carta na seção ;Sr. Redator; do Correio Braziliense (17/10, pág 12). Fui o senador com mais leis sancionadas, 21 leis (algumas com a importância da Lei do Piso Nacional do Salário de Professores), entre todos os 744 senadores eleitos desde 1988. O segundo entre os cerca de 1.500 eleitos desde 1946. Sou o senador mais premiado em todas as edições, foram 12 anos, do Congresso em Foco. Fui dos mais presentes em plenário, comissões e todos os fóruns do Congresso e muitos fora dele. Tenho sido reconhecido nacionalmente como o Senador da Educação. Os eleitores tiveram suas razões no dia 7, mas não estavam bem-informados se a razão foi a que você cita na sua carta. Sugiro entrar no site www.cristovam.org.br para mais informações. Obrigado pela boa provocação.
; Cristovam Buarque,
Senador pelo DF


Democracia

Steven Levitsky, autor do aclamado Como as democracias morrem, errou feio na entrevista publicada no Correio (13/10) ao dizer ;o que é necessário agora é todo o espectro político, da esquerda à direita, formar uma frente democrática contra Bolsonaro;. Deveria ter estudado um pouco mais para entender que, no Brasil, o partido que se especializou na via de chegar ao governo pelo voto para tomar o poder, com o aparelhamento do Estado e degeneração das instituições, foi justamente o PT. Ele não leu também o programa do Haddad que prega o controle social da mídia e do Judiciário. Pior, não tomou conhecimento da entrevista de José Dirceu ao jornal espanhol El Pais, na qual afirmou ;dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder, mesmo se o partido perder as eleições;. Pena um autor tão festejado se perder em apreciação falsa e descabida.
; Marcus A. Minervino,
Lago Sul






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