Remodelação

Remodelação

postado em 18/10/2018 00:00
 (foto: Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)




O Tiguan segue o estilo adotado atualmente pela marca. Se a geração anterior contava com linhas arredondadas em todos os lugares, a tendência da marca agora é abusar dos traços retos. Com isso, o SUV ficou ainda mais elegante e com um ar moderno. Em relação à primeira geração, apenas o nome é o mesmo, pois até as dimensões do carro estão diferentes. Ele ficou mais comprido, largo, baixo e com maior entre-eixos.

No que refere ao design, a dianteira agora conta com uma grade cromada, bem-alinhada com os faróis e o para-choque, os vincos do capô e das laterais são bem marcados. A traseira segue o mesmo estilo da frente, com lanternas em LED e saídas duplas cromadas do escapamento. Se por fora o desenho foi completamente modificado, o mesmo ocorreu no interior. Tudo é novo, até o volante foi modificado.

A cabine segue o estilo elegante do Passat, com uma grande tela de oito polegadas para a central multimídia. Os materiais utilizados são de qualidade, como couro, plásticos macios ao toque e detalhes em alumínio. O acabamento é muito bem-feito, sem rebarbas ou encaixes malfeitos. Um dos destaques do interior é o ar-condicionado de três zonas, com saída e regulagem para trás. Além disso, os bancos dianteiros contam com mesinhas de apoio para quem vai atrás.

A grande novidade da cabine fica pela inclusão da terceira fileira de bancos. Com isso, é possível levar até sete pessoas. Além disso, para melhorar a funcionalidade do interior, os bancos do meio se movem por um trilho, são tripartidos e podem ser reclinados de acordo com a necessidade. Dessa forma, é possível regular para que todos os ocupantes viagem com um mínimo de conforto, até mesmo quem vai nos últimos assentos. Mesmo assim, neles, não cabem uma pessoa grande, mas dá para levar as crianças tranquilamente.





Nível
Uma das coisas que a Volkswagen anda focando em seus veículos, para tentar chamar a atenção do público, é o nível de equipamentos. Até os modelos menores, como Polo e Virtus, estão vindo recheados. Como o Tiguan que testamos é a configuração intermediária, a lista é, no mínimo, curiosa; afinal, o SUV custa R$ 149.990. Mesmo assim, ele não conta com teto solar (o que é até dispensável), a abertura das portas e a partida é feita na chave do tipo canivete, poderia ser presencial, e ele não vem com o painel de instrumentos digital nem como opcional (ambos disponíveis apenas na R-Line).

Mesmo assim, a Comfortline é bem completa: ela vem com seis airbags, controles de tração e estabilidade, detector de fadiga, monitoramento de pressão dos pneus, Isofix, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema start/stop, freio de estacionamento eletrônico e com função auto-hold (que, quando ativada, deixa o veículo freado mesmo com o pé fora do pedal do freio), sensor de chuva, faróis e luzes de circulação diurnas em LED, retrovisores externos e assento do motorista com ajuste elétrico com memória e câmera de ré.





Força
Grande parte do teste foi feito com quatro adultos a bordo do Tiguan. Mesmo assim, o comportamento do SUV foi exemplar. O consagrado motor 1.4 de 150 cavalos trabalha muito bem. Como é um veículo mais focado para a família, não espere que ele vá disparar pelo asfalto; afinal, não é um esportivo. Mas nas demandas do dia a dia do trânsito, ele atende muito bem. As manobras são feitas com extrema facilidade, sem sustos.

O câmbio automático de seis velocidades trabalha de forma precisa, sem trancos ou ruídos desnecessários. Se o condutor quiser uma tocada mais agressiva, basta colocar no modo Sport que a direção ; que é elétrica progressiva ; fica mais arisca. No entanto, se você se preocupa com o consumo, não deve focar muito nesse modo. Durante o teste, rodando tanto no normal quanto no S, o Tiguan fez, em média, quase 10km/l com gasolina. O que não é de todo ruim, principalmente falando de um veículo do tamanho e peso dele.

Falando nas dimensões, mesmo com o porte grande, é muito fácil manobrar o SUV. Por causa da direção elétrica, que fica bem leve em baixa velocidade, e dos sensores dianteiros e traseiros e da câmera de ré, que facilitam muito a vida do motorista, principalmente para entrar e sair de vagas apertadas. No entanto, falta a ele o auxiliar de partida em rampa. Até é possível utilizar o Auto Hold no lugar, como ele deixa o carro freado sozinho, acaba atrapalhando se estiver ativo.




Ficha técnica

Motores: 1.4 turbo de 150cv a 5.000rpm e torque de 25,5kgfm a 1.400rpm

Dimensões: 4.701mm de comprimento; 1.839mm de largura; 1.658mm de altura e 2.790mm de entre-eixos

Transmissão: automatizada de 6 velocidades

Direção: elétrica

Porta-malas: 216/710 litros

Suspensão:
independente nas quatro rodas

Freios: a disco nas quatro rodas

Preço: a partir de R$ 149.990




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