Bolsonaro pretende enxugar Congresso

Bolsonaro pretende enxugar Congresso

por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 21/10/2018 00:00

Bolsonaro quer reduzir bancadas
Jair Bolsonaro planeja propor a redução do número de parlamentares dentro de uma ampla reforma política, caso seja eleito no próximo domingo. Ontem, em entrevista à Rede Vida de Televisão, ele mencionou uma redução de 20%. ;Com 513, se perde a noção. Lá no Exército, tínhamos a bola militar, 50 de cada lado. Se tem 10 morcegando, a gente nem percebe. Queremos a participação ativa de todos os parlamentares. Se reduz, a Câmara economiza, fica mais enxuta;, diz ele.
Bolsonaro mencionou inclusive que unidades da Federação com oito deputados, caso do Distrito Federal, podem baixar para sete. São Paulo, que tem 70, pode cair para 60. Nesse caso, colocaria na balança a proposta de acabar com a própria reeleição. ;Até aqui, por tudo o que eu estudei, todo mundo foi contra, mas colocando a redução do número de parlamentares, proponho acabar com a reeleição, inclusive a minha;, disse ele.

PSL longe da Esplanada I
Mesmo quem se elegeu pelo partido de Jair Bolsonaro, o PSL, pode parar de sonhar com cargos no Poder Executivo, caso o capitão reformado seja eleito no próximo domingo. A intenção dele é trocar os parlamentares por especialistas em cada área.

PSL longe da Esplanada II
Aos poucos, o presidente do partido, Gustavo Bebbiano, avisa que o PSL deve ficar limitado ao Parlamento. Afinal, deputados foram eleitos para isso. Essa, ao que tudo indica, será a forma adotada para mudar o relacionamento entre parlamentares e o Poder Executivo.

Os excluídos I

Os articuladores políticos de Jair Bolsonaro estão dispostos a colocar partidos de centro e de centro-esquerda na roda de diálogos que o presidenciável pretende estabelecer se for eleito. Tiraram de cena, entretanto, o PT de Lula e o PSol de Guilherme Boulos.

Os excluídos II

Gustavo Bebianno tem dito em conversas reservadas que nem o PSol nem o PT são legendas democráticas. O próprio Bolsonaro, à Rede Vida, afirmou que quem não respeita os preceitos democráticos é o PT. E Bebianno completou: ;Chegamos até aqui pela via democrática, e assim continuará;, disse à coluna.


CURTIDAS

O Brasil é a ;viúva; I/ Num momento de descontração, antes de começar a gravação da entrevista para a Rede Vida de Televisão, o candidato, perguntado sobre seus sentimentos a uma semana do pleito, foi claro: ;Nada me abala. Vou me ajoelhar e chorar, se for eleito. Não tem o que comemorar; diz ele.

O Brasil é a ;viúva; II/ Ele aproveitou para lembrar a história de um tio que se casou com uma viúva, mãe de sete filhos. ;Ele pagou a festa do casamento. É a situação do Brasil;.

Quem se deu bem no PT.../ À exceção de Jaques Wagner, que passou a integrar a coordenação de campanha, são poucos os que participam diuturnamente da campanha de Fernando Haddad. Há quem diga que, cumprida a missão de eleger a maior bancada na Câmara, muitos dos eleitos foram descansar.

Leila versus Fernanda/
No DF, Leila do Vôlei (foto), senadora eleita, se desdobra na campanha de Rodrigo Rollemberg em Brasília e se mantém longe da campanha presidencial. No Rio, Fernanda Venturini trabalha por Jair Bolsonaro. Ontem, levou um grupo de pessoas à casa do empresário Paulo Marinho para conversar com o presidenciável. Como Bolsonaro não pode ir às ruas e é apontado como praticamente eleito pelas pesquisas, virou uma romaria.

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