Pontos de vista

Pontos de vista

postado em 21/10/2018 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
Por Fleck Zoltán


O retrocesso como essência
;O sistema é conscientemente projetado para a corrupção, roubando o orçamento europeu. O passo mais importante do governo foi a redação da Lei Básica, alterando a Constituição sem qualquer disputa social e profissional. Consultas foram feitas apenas por poucos membros da elite do partido. Ele restringiu a autoridade da Corte Constitucional e se uniu às figuras leais. Também houve mudanças de todos os dirigentes de instituições constitucionais, como o Supremo Tribunal, a Procuradoria-Geral, o Banco Nacional e a Auditoria. Nenhum órgão poderia permanecer com vozes críticas. A essência do regime é o retrocesso sistemático, o desmantelamento da regra do direito e dos valores constitucionais.;
Chefe do Centro para Teoria da Lei e da Sociedade da Universidade E;tv;s Loránd, em Budapeste



Por Balázs Jarábik


O Estado no controle de tudo
;Viktor Orbán modificou a Constituição ; para cimentar o que considera façanhas políticas cruciais ; por sete vezes. Isso é incomum em uma democracia, embora não seja ilegal. Há mais reengajamento do Estado gerenciado pelo Fidesz em todas as esferas da vida, da economia (o que a maioria dos húngaros saúda, depois de um período de desregulamentação extrema) e da cultura (o que muitos chamam de ;guerra cultural;). O iliberalismo de Orbán tenta proteger a Hungria do que chama de ;valores liberais que incorporam a corrupção, o sexo e a violência; e se choca com a União Europeia, bem como com a mídia ocidental, em nome da proteção dos interesses húngaros.;
Especialista do Programa Rússia e Eurásia pelo Carnegie Endowment for International Peace







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