360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 21/10/2018 00:00
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
;Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixam de recebê-los; não pelo número de pessoas que lhes são adicionados.; Ronald Reagan, ex-presidente dos Estados Unidos.







Que tudo seja feito pensando nelas

Pelo cronograma da redação deste jornal, preciso baixar a coluna de domingo na quinta-feira. Isso há quase 16 anos que aqui estou, invadindo, de maneira respeitosa e ética, a casa de cada um de vocês, leitores.

Naquele dia estive diante da tela do computador desde as primeiras horas da manhã, em total e profundo estado contemplativo, à espera da inspiração pedida ao meu Espírito Santo, como sempre faço, para que colocasse, na minha mente e na ponta dos meus dedos, a palavra certa, que chegasse na hora certa, para as pessoas certas.

Não foi fácil. Como num turbilhão de pensamentos, o celular vibrando e piscando o tempo todo ao meu lado, como se gritasse o quanto as pessoas queriam emitir suas opiniões sobre todos os assuntos relativos à chegada do dia 28, data em que, historicamente e de forma incrivelmente inédita e jamais vista ou sentida, marcará o destino do nosso Brasil.

Foi então que chegaram, por meio do computador, as fotos do evento que, no sábado (13), o grupo Mulheres de Brasília criado por nós há 4 anos, realizou na Cidade Estrutural, no Centro do Idoso. Houve a entrega de presentes pelo Dia das Crianças e, à comunidade, a primeira parte de uma obra grandiosa, o Atelier de Costura, o qual mereceu página inteira no domingo passado.

Me lembrei, então, da mensagem que gravei, que se juntou às milhares que os brasileiros enviaram, de todas as partes do Brasil.

Nela, à frente da Catedral Metropolitana de Brasília, citei Winston Churchill que, há mais de 70 anos, deixou gravado: ;A diferença entre um demagogo e um estadista é que o demagogo decide, pensando nas próximas eleições. O estadista decide, pensando nas próximas gerações!”

Observando, no sábado, aquelas cenas comoventes das crianças, alunas de capoeira do professor Cabeça, cujo perfil já fizemos aqui, analisando o comportamento civilizado de cada uma, que esperava sentadinha a sua vez de ganhar o farto lanche oferecido ou o brinquedo, voltei meu pensamento para a sabedoria de Churchill.

Então me veio a vontade de expressar, por aqui, toda a minha ansiedade e expectativa, quanto ao futuro deste país.

Não importa quem será o vencedor. O que importa, aqui e agora, é que saibam agir e pensar, o tempo todo no futuro do país e principalmente no futuro de todas essas crianças e suas famílias que estão espalhadas de Norte a Sul, de Leste a Oeste, vivendo num mundo de angústia e incertezas, de confusão e exemplos que lhes deixam inseguros e desesperançados.

Acredito que, numa visão simplista e objetiva, nunca foi tão fácil governar como agora. O povo brasileiro acordou, entendeu que tem o dever e pode se expressar, de gritar aos quatro cantos o que ele quer, o que ele sonha para seu país e para as suas famílias e, principalmente, para o futuro de seus filhos.

Lembrem-se dessas famílias. Governem para elas. Esqueçam as mazelas políticas o diz que diz que e, cônscios de seus deveres e obrigações, procurem ser estadistas de verdade.

É muito bom que todos aprendam com Pablo Neruda o que ele disse sobre a responsabilidade de assumir o que quer que seja: ;Você é livre para fazer as suas escolhas. Mas é prisioneiro das consequências!”


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