É hora de união pelo bem do país

É hora de união pelo bem do país

postado em 28/10/2018 00:00
Hoje, 147,3 milhões de brasileiros voltam às urnas para decidir o futuro do Brasil pelos próximos quatro anos. O acirramento de ânimos e a violência que dominaram a campanha eleitoral precisam cessar e dar lugar à temperança, como bem recomendou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ante as muitas denúncias de agressões físicas entre os eleitores, divididos entre os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O país precisa de paz a fim de ter as condições necessárias para superar as dificuldades sociais e econômicas, que prejudicam a todos indistintamente.

A redemocratização garantiu aos brasileiros o direito ao voto sem nenhuma distinção de raça, cor, credo ou orientação sexual. Esse é grande instrumento para os cidadãos decidirem o projeto de nação que desejam. Os embates ocorreram durante a campanha. De agora em diante, a serenidade deve predominar. Nada é reconstruído em clima de beligerância.

No início da noite, os brasileiros saberão quem foi eleito presidente para, a partir de 1; de janeiro de 2019, comandar a nação. Encerrada a contenda, as forças políticas e sociais deverão se unir e colaborar para que as dificuldades sejam superadas e o Brasil se reencontre com o crescimento econômico, essencial para eliminar o desemprego e a miséria.

Hoje, quase 13 milhões de brasileiros estão fora do mercado de trabalho. A fome e a miséria em ritmo de expansão aprofundam as desigualdades ; situações inconcebíveis diante da enorme riqueza desta terra. Os investimentos estão retraídos. As portas das oportunidades emperradas às necessidades dos que pouco ou nada têm para sobreviver. Faltam à maioria da sociedade saúde, educação, segurança, saneamento básico. Em muitas localidades, não há sequer água potável para saciar a sede de crianças e adultos. Ou seja, as condições de vida são indignas na oitava maior economia do mundo.

As divergências de pensamentos são importantes no regime democrático, mas é preciso que haja responsabilidade dos que forem derrotados nas urnas. Os interesses nacionais devem se sobrepor às ideologias. Os vitoriosos devem ter a humildade e a sabedoria de acolher sugestões que levem ao bem-estar coletivo, independentemente do matiz ideológico.

Retaliações não cabem numa democracia em que a liberdade de expressão é direito sagrado. Pelo contrário, é fundamental dialogar e aceitar o que for melhor para todos. A reconciliação entre as forças vivas da nação e o respeito entre os Três Poderes do Estado se impõem como medida acertada para reconstruir o país. O tempo de disputas acirradas e discórdia virou passado. Agora, é hora de agir para, juntos, fazer com que o Brasil volte a ser um país com desenvolvimento, crescimento econômico e justiça social.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação