Cola liberada na boca da urna

Cola liberada na boca da urna

Assim como no primeiro turno, eleitores podem levar papel com os nomes e os números dos candidatos até a urna de votação. Não há restrição para a venda e o consumo de álcool hoje, mas a propaganda política é considerada crime

» Victor Gammaro Especial para o Correio
postado em 28/10/2018 00:00
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Apesar de o eleitor precisar escolher apenas dois números no segundo turno das eleições, os mais esquecidos ainda podem contar com a cola na hora de votar. Assim como no primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite ao cidadão levar um papel com os nomes e os algarismos dos candidatos preferidos.

Hoje, os eleitores brasilienses precisarão escolher entre Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB), para o Governo do Distrito Federal, e entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), para a Presidência da República.

O aposentado Joel Souza, de 55 anos, não dispensa a ;colinha;. ;É claro que o segundo turno é muito mais simples, já que são apenas dois números. Mas é bom levar, vai que na hora a gente esquece? Pode acontecer;, comenta o morador da Asa Norte.

Na cabine de votação, o eleitor votará primeiro para governador e, depois, para presidente. A expectativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) é de que o tempo de votação seja menor do que no primeiro turno e a chance de erro, minimizada.

O Distrito Federal soma 608 locais de votação. Todos os eleitores votarão no mesmo lugar ao qual compareceram em 7 de outubro. No primeiro turno, houve a montagem de 6,7 mil urnas eletrônicas, além de um efetivo de 31 mil mesários convocados.

Bebida permitida
Assim como no primeiro turno, não haverá proibição de venda e consumo de bebida alcoólica no DF. No entanto, é vetado ao eleitor fazer qualquer manifestação em grupo e que não seja silenciosa. O uso de camisetas é permitido, mas desde que não sejam blusas confeccionadas pelos candidatos e distribuídas em lotes para eleitores. Também estão liberados usos de broches, adesivos e bandeiras, desde que sem o mastro.

Na cabine, o cidadão não pode levar o celular ou qualquer outro equipamento eletrônico. Em cada seção eleitoral, haverá quatro mesários e um agente de informação, que prestará serviço de apoio, caso haja alguma dúvida. Os mesários serão os responsáveis por registrar a participação do eleitor no pleito. O cidadão deverá entregar um documento oficial com foto a eles para a continuidade do processo. O aplicativo e-Título, disponível para sistemas iOS e Android, também vale como documento de identificação.

Justificativa
Quem não votou em 7 de outubro, por algum motivo, pode exercer o seu direito a voto desta vez, porque são dois momentos distintos. No Distrito Federal, 389 mil não compareceram no primeiro domingo do mês, de um total de 2.084.356 de eleitores aptos a votar no Distrito Federal. O número de faltosos equivale a 18,66%.

Para quem faltar hoje, o prazo para justificativa vai até 27 de dezembro. Quem deixou de ir às urnas em 7 de outubro tem até 6 de dezembro para prestar contas à Justiça Eleitoral. O eleitor que deixar de cumprir essa tarefa terá de pagar multa para regularizar a situação. Enquanto estiver em débito, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário de emprego público, prestar concurso ou renovar matrícula em estabelecimento de ensino.



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