Vitória da família Barbalho

Vitória da família Barbalho

BRUNO SANTA RITA*
postado em 29/10/2018 00:00
 (foto: Raimundo Pacca/FramePhoto/Folhapress
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(foto: Raimundo Pacca/FramePhoto/Folhapress )
Um protagonismo de quatro décadas na política do Pará foi preservado ontem com a eleição do administrador Helder Barbalho (MDB), principal herdeiro do clã Barbalho. O filho do ex-governador Jader Barbalho teve 55,43% dos votos válidos (2.068.319), enquanto o deputado estadual Marcio Miranda (DEM) ficou com 44,57% (1.663.045). Helder focou o seu plano de governo na correção de problemas encontrados nos serviços públicos do estado.

Durante reunião com simpatizantes na sede do DEM, em Belém, Miranda anunciou que manterá uma ;oposição coerente;. ;Chegamos a 45%, ou seja, o Pará praticamente se dividiu, e nós vamos adotar a nossa postura ética. Agora, quem ganha governa, quem não ganha vigia, faz a oposição coerente;, disse.

Aos 39 anos, graduado em administração pela Universidade da Amazônia (Unama), Helder seguiu carreira nos cargos públicos e ocupou os postos de Ministro da Pesca e da Agricultura, ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos e ministro da Integração Nacional, ao transitar tanto no governo Dilma Rousseff, quanto no do presidente Michel Temer. A participação na política, entretanto, vem de antes. O governador eleito é parte de uma das famílias mais influentes do Pará.

Ele promete focar a sua gestão na ampliação da cobertura de saneamento básico e de abastecimento de água, prevê investimentos em saúde e estuda reavaliar os gastos com as administrações de hospitais regionais. Em seu plano de governo, ele classifica de ;propostas estruturantes; as medidas relacionadas à educação, como as reforma e o término das obras em escolas, e a injeção de recursos financeiros no ensino superior. Temer divulgou nota em que parabenizou o governador eleito do Pará.

Corrupção
O clã Barbalho foi acusado de envolvimento em diversos esquemas de corrupção. Alguns de seus membros, inclusive o próprio Helder, foram citados em delações premiadas da Operação Lava-Jato que envolviam o repasse de dinheiro da construtora Odebrecht. O mais recente caso foi em maio, quando Jader e Helder passaram a ser investigados por um inquérito no Superior Tribunal Federal (STF) que apura repasses de R$ 40 milhões da J (empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista) para o MDB.

* Estagiário sob a supervisão de Rodrigo Craveiro

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