Histórico contra a reeleição

Histórico contra a reeleição

postado em 29/10/2018 00:00
Com a derrota de Rodrigo Rollemberg (PSB) nas urnas, a capital mantém a tradição de não reeleger governadores. Desde que se implementou a possibilidade de renovação do mandato no país, em 1995, apenas um governante conseguiu a façanha no Distrito Federal: Joaquim Roriz. O ex-chefe do Palácio do Buriti o fez em 2002, quando venceu Geraldo Magela (PT), no segundo turno, com uma vantagem de 15.778 votos.

Outros três ex-governadores tentaram a reeleição. Em 1998, Cristovam Buarque, à época do PT, partiu para o confronto direto com Roriz e perdeu o pleito por uma diferença de 36.230 votos. Em 2006, Maria de Lourdes Abadia, que assumiu o Executivo local quando Roriz se desincompatibilizou para concorrer ao Senado, disputou com José Roberto Arruda (PR) e saiu derrotada no primeiro turno.

Em 2014, Agnelo Queiroz (PT) tornou-se o segundo candidato à reeleição da história do DF a ficar de fora do segundo turno. Àquele ano, Jofran Frejat (PR), com a bênção de Arruda e Rodrigo Rollemberg protagonizaram o confronto. O atual governador saiu vitorioso, com 55% dos votos.

Escolaridade
Para o cientista político e advogado eleitoral Valdir Pucci, o fenômeno deve-se, em parte, à alta escolaridade do brasiliense. ;Com isso, a população acaba por ser mais crítica quanto aos aspectos da governabilidade. Se um gestor não cumpre promessas, é descartado para outro mandato;, observou.

Outro aspecto, conforme o especialista, é a base formada pelo funcionalismo público. ;Há muitas pessoas que têm uma visão clara da máquina pública e do que se faz com ela. Elas se tornam formadoras de opinião. Além disso, têm estabilidade e boa renda, o que torna mais fácil que se desvencilhem de um governo sem pensar duas vezes;, pontuou. (AV)


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