Dívida líquida avança

Dívida líquida avança

postado em 01/12/2018 00:00
A dívida líquida do setor público subiu para 53,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em outubro, ante 52,1% em setembro ; o maior porcentual desde maio de 2004, quando atingiu 53,5%. A dívida do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS), governos regionais e empresas estatais terminou o mês passado em R$ 3,642 trilhões. Os números foram divulgados ontem pelo Banco Central.

Já a dívida bruta do governo geral, que é uma das principais referências para avaliação, por parte das agências de risco, da capacidade de solvência do país, recuou no último mês. Atingiu 76,5% do PIB (R$ 5,231 trilhões) ante 77,2% de setembro. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,54% do PIB.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, a redução da dívida bruta se deve a resgates de títulos no mês de outubro. ;Houve redução da dívida externa pelo câmbio e redução na dívida mobiliária.; Ele lembrou que o câmbio apreciou 7,1% no mês passado, o que impactou o resultado. ;O efeito do câmbio é responsável quase que totalmente pela alta da dívida líquida no mês;, disse.

Rocha afirmou ainda que a dívida bruta foi favorecida pela redução na margem da dívida mobiliária, devido aos resgates, mas que o movimento de outubro é pontual, ;tendo em vista os resultados fiscais;.

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