Sr. Redator

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postado em 01/12/2018 00:00
Corrupção
A corrupção é destruidora. É malvada. Aqueles que a praticam são criminosos cruéis. O ministro Luís Roberto Barroso, em seu voto pela derrubada de parte do indulto assinado pelo presidente Temer, disse: ;A corrupção é um crime violento praticado por gente perigosa. A corrupção mata, na fila do SUS, mata na falta de leitos, na falta de medicamentos, mata nas estradas que não têm manutenção adequada;. Vou além, quero ajudar o ministro nessa luta para mostrar os danos causados por esse câncer. No Brasil, 32 milhões de brasileiros não têm onde morar. Viadutos, favelas, palafitas e mocambos abrigam milhões de brasileiros que dividem espaço com ratos e todo o tipo de insetos. Vivem sem coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, o que coloca em risco a saúde das pessoas. Elas saciam a sede com água fedorenta. É muito provável que o STF não derrubará parte do indulto, isso porque a nossa Constituição diz que o indulto presidencial é competência do presidente da República e que somente não podem ser indultados criminosos que praticaram tortura, tráfico de entorpecentes e drogas afins, terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Assim sendo, os corruptos continuarão acreditando que o crime compensa. Em caso de condenação, pouco tempo ficarão longe do whisky Macallan. Eu gostaria de sugerir ao presidente Temer que, antes de conceder o indulto natalino, lembrasse que seis em cada dez crianças vivem em situação precária no Brasil, diz o Unicef. Presidente Temer, premie essas crianças, deixando na cadeia os criminosos que desviaram recursos públicos.
; Jeovah Ferreira,
Taquari


Indulto

Para muitos magistrados, principalmente alguns do Supremo Tribunal Federal (STF), a corrupção não é crime de alta letalidade. Eu, bem como grande parte da sociedade brasileira, tenho entendimento contrário. Políticos, governantes, dirigentes de empresas públicas, empresários e seja lá quem for que faz negociatas e desviam o dinheiro público para enriquecimento próprio ou em favor de grupos têm que ser condenados por crime hediondo. Eles podem não puxar o gatilho, mas matam milhares de pessoas todos os dias, quando comprometem os serviços públicos necessários ao bem-estar dos cidadãos, como saúde, educação, segurança e tantos outros de obrigação do poder público. Os corruptos podem não ser letais para os magistrados, beneficiados com auxílios de toda ordem e blindados por agentes de segurança e muitas outras regalias que são negadas aos que pagam impostos. O ;insulto; de Natal, proposto por Michel Temer, e acolhido pela mais Alta Corte do país, é uma vergonha para nação. É o poder público compactuando com o crime organizado.
; Joaquim Honório,
Asa Sul


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Há juízes mandando construir escolas, ordenando levantar penitenciárias, determinando reajustes salariais, agindo como se fosse governantes eleitos. Critica-se o Executivo quando abusa das mediadas provisórias e toma para si a tarefa de fazer leis, que é própria do Poder Legislativo. O Judiciário tem funcionado assim em parte porque olha para o Supremo Tribunal Federal e vê que ele também funciona assim, assumindo com frequência as competências dos outros poderes. Em vez de realizarem uma leitura regular da Carta, o que já seria desafiador pelo volume de demandas que recebem, os ministros do STF têm adotado como soluções de conflitos formas variadas de interpretação. E que, não raro, se chocam umas com as outras. Quando a decisão é monocrática, sai uma coisa. Na turma, pode sair outra. E, no plenário, algo diferente das outras duas. Esse desbalanceamento provoca muitas discussões. Os constituintes carregaram a Constituição de 1988 com direitos, e jogou para o Judiciário o poder de decisão e frustrar a sociedade no exercício dos seus direitos, em nome da responsabilidade fiscal. Doce ilusão! Uma explicação recorrente para o ativismo do judiciário e a judicialização do poder público tem sido a conhecida omissão do Congresso em suprir as lacunas da legislação. Trata-se de um fato inquestionável, mas a origem do problema está na Constituição. É que, além de cidadã, desconfiada e reverente, ela é dúbia. Portanto, sendo dúbia, cria espaço para a ação do Judiciário.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


Escola sem Partido

Esse papo de Escola sem Partido é uma tremenda besteira. Se os professores, principalmente da educação básica, fossem bem remunerados, recebessem pelo menos metade ou mesmo um terço do que vão ganhar os nobres do Supremo Tribunal Federal (R$ 40 mil), com certeza, nenhum professor criticaria ou falaria mal do sistema. Agora, com esse salário de miséria que o governo paga aos professores, não deve faltar discurso contrário. Este país tem que mudar, sim. A mudança tem que começar pela valorização do professor. Aqui, somente é valorizado o Poder Judiciário, que tem aumento todos os anos e, por isso mesmo, nunca criticam ninguém! Queria ver se um desses ministros ficasse um mês recebendo o salário de um professor do ensino básico se ficariam calados.
; Washington Luiz Souza Costa,
Samambaia






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