Berço da história

Berço da história

Apontada como a mais antiga praia do país e considerada por alguns pesquisadores o local exato do descobrimento do Brasil, Cabo de Santo Agostinho impressiona pela riqueza da paisagem e pela história

» Adriana Botelho*
postado em 05/12/2018 00:00
 (foto: Paulo Brenta/Sheraton  Barra do Paiva)
(foto: Paulo Brenta/Sheraton Barra do Paiva)


O nome é uma homenagem dos portugueses a Santo Agostinho. Os navegadores lusitanos aportaram naquela praia em 28 de agosto de 1501. Dia do santo. Estudiosos, no entanto, acreditam que exploradores espanhóis estiveram no local mais de um ano antes, em janeiro de 1500, comandandos por Vicente Pinzón. O cenário lembra o de uma pintura, com os morros formando um recorte escuro entre o céu e o mar azuis, com ornamentos do verde das árvores. As ondas do Oceano Atlântico são jogadas displicentemente nas areias das diversas praias. É mesmo de impressionar, de encher os olhos e nunca se esquecer.





Na região, a história está incrustada nas rochas graníticas de mais de 100 milhões de anos, como monumentos naturais que se integram aos construídos pelo homem, como o Forte do Pontal de Nazaré, também conhecido como Castelo do mar. A região foi habitada pela tribo indígena Caetés, que vivia da caça e da pesca e também plantava principalmente a cana-de-açúcar. Atualmente, o município de Cabo de Santo Agostinho é um importante polo industrial pernambucano, onde foi construído o Porto de Suape.


Esguido por portugueses e brasileiros em uma das extremidades do município, o forte tinha o objetivo de proteger o antigo porto da ocupação de exploradores holandeses. Apesar de restarem as ruínas, a visão é estonteante, e a sensação é a de volta ao passado. É uma experiência inesquecível para qualquer visitante.





Na Vila de Nazaré, vale a péena conhecer o que restou do Convento Carmelita, construído pelos portugueses entre os séculos 17 e 18. No ponto mais alto de Cabo de Santo Agostinho está a Igreja Nossa Senhora de Nazaré, construída no século 16 com arquitetura quinhentista. Era uma ermida que, vista do mar pelos navegadores, assemelhava-se com uma enorme vela branca. Ainda hoje, são celebradas missas, aos domingos, nas ruínas do monumento.


Também localizada em Cabo de Santo Agostinho, a Praia do Paiva surpreende com a maré baixa. Lá, os arrecifes formam pequenas piscinas naturais para um banho mais calmo. Na praia, ocorre, todos os anos, desde 1987, a festa da lavadeira. Uma escultura instalada no local recebe oferendas e são apresentadas várias manifestações culturais que fazem parte do folclore do estado.

* Estagiária sob supervisão de Taís Braga



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