Visões de outro mundo

Visões de outro mundo

Há quem afirme já tê-los visto. Verdade, mistério ou fake news, os alienígenas despertam curiosidade. Há locais que são considerados pontos de encontro com extraterrestres que atraem exploradores no Brasil e no mundo

» Geovanna Alves* » Luíza Figueiredo*
postado em 05/12/2018 00:00
;Da minha janela vejo uma luz
Brilhando no céu da terra
É azul, é azul
Não é avião, não é estrela
Aquela é a luz de um disco voador
Disco voador...;


(Rita Lee e Roberto de Carvalho, em Disco voador)




Especialistas da Nasa (Agência Espacial Americana) acreditam que em 20 anos será possível encontrar seres alienígenas na Terra. A teoria dos estudiosos sobre o tema está baseada no fato de 100 milhões de planetas na galáxia terem condições de abrigar alguma forma de vida. Além de centenas de pesquisas e experiências governamentais em diversos países, a existência de ;moradores; em outros planetas desperta o imaginário e as emoções de muita gente.

O assunto recheia páginas de livros, revistas e redes sociais. Também é tema de programas de tevê e canais na internet. A indústria cinematográfica investe somas altíissimas na produção de filmes de ficção científica. Muitos deles narram encontros de humanos com extraterrestres e quase sempre é preciso defender o planeta da invasão dos seres de outros planetas. Fato ou imaginação, a verdade é que os aficionados são capazes de atitudes do outro mundo na esperança de encontrar um alienígena.

Há locais que se tornaram referências e são conhecidos como pontos de prováveis encontros com os seres vindos do espaço. Pessoas viajam grandes distâncias na esperança de encontrá-los. O ufólogo e editor da revista Ufo, Ademar Gevaerd, conta que os discos voadores, naves onde se acredita são transportados os extraterrestres, são pesquisados há 71 anos. Ele revela que nos últimos anos há um interesse maior sobre o assunto e mais relatos sobre aparições. ;Está tendo um aumento da casuística, registro de casos ufológicos. É um aumento brutal em alguns lugares dos países;.

Gevaerd indica que os melhores lugares para avistar um objeto voador não identificado (óvni) são aqueles afastados das cidades. ;Há muita poluição visual tanto de dia quanto à noite nos centros urbanos. Quem quiser ver um ufo, que vá a lugares de excepcional visibilidade durante a noite, sem claridade, sem névoa e neblina;, ensina.

Viagens

O recepcionista Kaell Cruz, 29, mora em Catalão, em Goiás. Ele fez algumas incursões em Goiânia, onde morou, com o intuito de observar a presença de óvniss e garante que chegou a ver e ter experiências únicas. Kaell diz que sempre foi fascinado com a vida fora da Terra e sonhou em entrar em contato com habitantes de outras galáxias. Para quem quer se aventurar, ele sugere que leve na mala muita paciência e ceticismo.;Só dá pra falar que é um OVNI depois de gastar todas as opções racionais;, explica. Preconceitos e expectativas devem ser deixados em casa, já que, segundo Kaell, a experiência é sempre diferente daquilo que se imagina, podendo ser muito grandiosa ou não.

A produtora de conteúdo Camila Evaristo, 29, aproveitou uma visita a Piraí, no Rio de Janeiro, para conhecer Conservatória, uma cidade próxima. Com a namorada e dois amigos, pesquisou matérias sobre aparições de naves e seres pela cidade. Segundo Camila, o local é preparado para proporcionar encontros com alienígenas. Há um restaurante e chalés redondos com teto de vidro, específicos para essas observações. Na ocasião, o grupo não conseguiu avistar nada, mas conheceu viajantes mais experientes que compartilharam suas histórias. Ela conta que, em certa observação, os celulares de todos os integrantes de um grupo que conheceu pararam de funcionar. Eles contaram que o grupo foi acometido de uma conjuntivite que atribuíram ao fenômeno.

Áreas de cerrado, ricas em minérios e cristais, com territórios montanhosos e longe de centros urbanos são espaços propícios para quem quer ter a experiência de presenciar objetos voadores não identificados, segundo os aficionados. O Turismo descobriu lugares que reúnem observadores para essa experiência.

* Estagiárias sob supervisão de Taís Braga



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