Anvisa será ocupada por técnico

Anvisa será ocupada por técnico

» BERNARDO BITTAR
postado em 24/12/2018 00:00


O presidente eleito Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para comentar sobre a indicação de um nome para o comando da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ;Em meu governo, que terá início em janeiro de 2019, um perfil técnico ocupará a Anvisa, algo que infelizmente é secundário diante da importância da agência;, escreveu Bolsonaro. O presidente eleito afirmou ainda, na postagem no microblog, que a Anvisa é ;um órgão que terá o merecido valor para o desenvolvimento da medicina e outras responsabilidades;.

Nesta semana, o líder do governo Michel Temer no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), foi indicado para a Anvisa, mas a senadora Marta Suplicy (MDB-SP) impediu que ele fosse sabatinado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Derrotado na disputa por uma vaga para o Senado, Moura teve sua indicação para a diretoria da Anvisa publicada na última terça-feira no Diário Oficial da União. O futuro ministro da Saúde escolhido por Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, já havia dito à imprensa que Moura não tinha perfil para ocupar o cargo.

O interesse de parlamentares em vagas de estatais tem feito com que o presidente eleito seja pressionado pelo Congresso a articular mudanças na Lei das Estatais. O PR, por exemplo, chegou a negociar com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), maneiras de emplacar o deputado não reeleito Milton Monti (PR-SP) para uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal. A movimentação, no entanto, ficou para depois.

Jair Bolsonaro tem perfil muito individualista, dizem aliados. Por isso, é considerado difícil em se tratando de negociações. Na equipe de transição, o comentário é que o modus operandi do presidente eleito ;reflete o que ele aprendeu em seus anos de política, sempre sozinho ou na companhia dos filhos;. É por essa razão, inclusive, que Bolsonaro tem os filhos Eduardo (SP), Flávio (RJ), do PSL, e Carlos (PSC-RJ) entre os conselheiros mais próximos.

Nicarágua é excluída

O futuro ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo afirmou que nenhum integrante do governo da Nicarágua participará da posse de Jair Bolsonaro como presidente da República em 1; de janeiro. Ele disse em redes sociais que a posse do futuro presidente ;marcará o início de um governo com postura firme e clara na defesa da liberdade;. ;Com esse propósito, e frente a violações do regime Daniel Ortega contra a liberdade do povo da Nicarágua, nenhum representante desse regime será recebido no evento do dia 1;;, continua a mensagem. Esse é o terceiro país vetado na posse. Na semana passada, Bolsonaro afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, não seriam convidados para o evento por ;serem ditadores;.

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