Despedidas e renovações olímpicas em 2018

Despedidas e renovações olímpicas em 2018

postado em 24/12/2018 00:00
 (foto: Karim Jaafar/AFP - 21/11/18
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(foto: Karim Jaafar/AFP - 21/11/18 )


Dois mil e dezoito marcou a despedida de atletas consagradas do Brasil. Aos 31 anos, a pernambucana Joanna Maranhão deu adeus às piscinas. A brasiliense Érika Miranda deixou os tatames. A ;capitã; da geração mais vencedora do judô feminino brasileiro, ao lado de Sarah Menezes e Rafaela Silva, conquistou a quinta medalha consecutiva em mundiais. Ela se tornou, ao lado de Mayra Aguiar, a judoca brasileira com maior número de medalhas em torneios desse nível.

O ginasta Arthur Zanetti, campeão olímpico em Londres-2012 e prata no Rio-2016, diz viver o último ciclo olímpico. Recuperado de lesão no bíceps do braço direito, o paulista de 28 anos voltou ao pódio nos campeonatos mundiais em 2018, depois de duas edições sem medalhas. Em Doha, Zanetti conquistou a prata nas argolas, atrás apenas do atual campeão olímpico, o grego Eleftherios Petrounias. Para o brasileiro, a disputa entre os dois pelas primeiras colocações nas argolas deve se repetir em Tóquio.

Outro campeão olímpico próximo da aposentadoria é César Cielo. O nadador de 31 anos pode ter dado as últimas braçadas em competições oficiais no Mundial de Piscina Curta deste mês, em Huangzhou, na China. Entretanto, só anunciará a data da despedida em janeiro. Após a frustração pela falta de pódio da natação brasileira nos Jogos do Rio-2016, os resultados em Mundiais voltaram a acender a esperança sobre a modalidade com uma renovação forte.

O mais velho do quarteto medalha de ouro no 4 x 200m livre do Mundial de Piscina Curta de 2018 é Leonardo Santos, de 23 anos. Luiz Altamir, 22, Fernando Scheffer, 20, e Breno Correia, 19, completaram o revezamento. Na mesma competição, o Brasil pegou bronze no 4 x 100m livre. ;O mais legal é que foi com novos nomes e em uma variedade maior de provas;, destaca Gabriel Santos, uma das revelações deste ciclo olímpico.

O nadador paulista de 22 anos esteve no ouro do Brasil nos 4 x 100m livre no Pan-Pacífico 2018 ; herdado após eliminação da equipe dos Estados Unidos por troca na ordem dos nadadores ; e na prata no 4 x 100m livre do Mundial de Budapeste em 2017. ;Além dos revezamentos, vemos nadadores dos 200m livre, 100m livre e não apenas um nome como costumávamos ver antes, como Thiago Pereira e Cesar Cielo;, frisa Gabriel Santos.

*A repórter viajou a convite do Comitê Olímpico do Brasil (COB)

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