Pista desmorona em Taguatinga

Pista desmorona em Taguatinga

A calçada e parte da pista em frente ao Parque Ecológico Saburo Onoyama vieram abaixo, abrindo uma cratera de cerca de 3 metros de profundidade e interditando um trecho da via

Alan Rios Especial para o Correio
postado em 24/12/2018 00:00
 (foto: Alan Rios/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Alan Rios/Esp. CB/D.A Press)

Moradores da QSD 8, em Taguatinga Sul, se assustaram com a chuva e com seus efeitos na cidade durante o fim de semana. O temporal trouxe estragos, como uma cratera de cerca de três metros de profundidade, em uma calçada e parte da pista em frente a um dos pontos de referência da região, o Parque Ecológico Saburo Onoyama, que atrai centenas de pessoas em dias ensolarados.

O rompimento de uma galeria de captação de água da chuva causou o desabamento, segundo o Corpo de Bombeiros. A Defesa Civil foi chamada e também fez uma varredura no local. Não houve vítimas, mas, segundo a equipe, ;há risco da pista ceder;. A pista, uma via de mão dupla, foi bloqueada para veículos e pedestres. ;Quando fomos acionados, fizemos o monitoramento e a Caesb já estava atuando na ocorrência, iniciando os reparos, que serão realizados por eles e pela Novacap;, relatou o gerente de operações da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, major Júlio César.

O presidente da Novacap, Júlio Menegotto, disse que enviou um engenheiro ao local para avaliar os danos causados pelo rompimento do sistema de águas pluviais. Ele garantiu que as equipes iniciarão a recuperação da área atingida hoje. A região permanecerá isolada até o fim dos trabalhos, que não têm prazo para terminar.

A cratera se formou na frente da casa de Raimundo Nonato, 62 anos, que mora há quase cinco décadas no local. ;Tem um poste de iluminação na minha calçada que estava para cair e só conseguimos que a CEB trocasse com muita luta. Então quando chegam as chuvas começam os problemas. Isso sem contar o perigo que é essa região, pois o parque é muito frequentado por bandidos;, reclamou.

Moradora da quadra, Helena Araújo, 65 anos, testemunhou o incidente. ;No sábado a tarde, a chuva estava muito forte. Quando ela diminuiu, saí de casa e vi que a calçada havia quebrado ao meio;, contou. Segundo a Defesa Civil, houve um rompimento na tubulação de água do local por volta das 16h de sábado, o que causou um desprendimento da terra e provocou o desmoronamento devido ao solo vulnerável.

Prejuízos

Ainda no sábado, a Defesa Civil recebeu três chamados para ocorrências de desabamento e alagamento em residências. Até as 10h de ontem, um imóvel foi interditado. Uma casa no Setor Habitacional Arniqueira ficou inundada e, para facilitar o escoamento da água, os donos precisaram quebrar parte do muro. O teto de uma igreja cedeu por causa do volume da água. A estrutura caiu sobre o salão principal. Outros imóveis da região ficaram alagados. Famílias perderam móveis, colchões e eletrodomésticos. Ninguém se feriu.

Choveu, do fim da tarde de sábado até a manhã de ontem, 15,4 milímetros, o dobro do esperado para apenas um dia de dezembro, de acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O verão, que começou oficialmente às 20h22 de sexta-feira, marcou o dia mais quente do mês na capital, mas também trouxe muita chuva no fim de semana. De sábado para domingo, o Inmet registrou 106 milímetros de chuva em todo DF. Neste período, as estações meteorológicas também marcaram rajadas de vento de até 84 km/h.


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