360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy com Sophia Wainer janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 24/12/2018 00:00
 (foto: Jane Godoy/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Jane Godoy/Esp. CB/D.A Press)



É Natal, tempo de esperança

Desde criança, quando a simplicidade do Natal fazia com que todas as famílias procurassem se preparar e se satisfazer com as bolas coloridas e absolutamente frágeis, que se partiam em mil pedaços quando caíam, a gente mal conseguia esperar pela chegada do Papai Noel.

Naquela noite, a expectativa era tão grande que procurávamos ir bem cedo para a cama, para chegar logo o dia seguinte, e nos deliciarmos com as surpresas ou o fruto dos pedidos enviados pelas cartinhas ao Bom Velhinho.

Éramos crianças que realmente acreditavam em Papai Noel, geralmente até com mais de dez anos. O ;desmame; era gradativo, com muita psicologia, para que não ficassem traumas.

Os tempos de pureza, de inocência, eram substituídos pela chegada da fase do exercício da responsabilidade, que a gente recebia pouco a pouco, com naturalidade, muito diálogo com os pais e tato das professoras.

Quando o fim do ano letivo se aproximava, a gente intensificava as horas de estudo pois, naquela época, tínhamos que deixar ;na ponta da língua; todo o conteúdo aplicado durante o ano todo, de todas as disciplinas dadas. No mês de junho, passávamos pelas provas parciais, ou seja, conteúdo do primeiro semestre. Antes do Natal, eram as provas finais.

Se o aluno não conseguia média, ficava de segunda época. Tínhamos que fazer a prova de uma ou duas matérias carentes de média, em fevereiro. Se não alcançava média em três disciplinas, tomava bomba! Ou seja, deveria repetir aquela série, para que não avançasse sem ter a certeza de saber tudo aquilo que motivou aquele ano de estudo. Para os que ficavam de segunda época, depois das festas de fim de ano, a rotina era estudar, estudar, estudar.

O que hoje pode parecer traumatizante e cansativo, na época, dava-nos a certeza de que estávamos na escola para aprender e não somente para passar de ano. Quem seguia em frente seguia sabendo, de verdade, o conteúdo de cada disciplina e, a cada ano, acrescentava mais e mais saber, mais e mais conhecimento, para sempre.

Um patrimônio inalienável e indiscutível que, com a ajuda da escola, adquiríamos e nos facilitava enfrentar o futuro, preparados para o que desse e viesse, cônscios do dever cumprido, seguros de nossa capacidade intelectual e cultural, prontos para enfrentar o mundo, fora dos muros da escola.

O Natal, o nascimento de Jesus, num dia como hoje, véspera de tudo isso acontecer, nos levou a esta reflexão e a desejar, do fundo de nosso coração, que uma onda de otimismo e esperança tome conta do nosso país, de sua gente e, como um presente de Papai Noel, possamos ter a certeza de que nossas crianças terão, daqui para a frente e para sempre, a certeza de que verdadeiros estadistas se preocuparão com o futuro delas e não ;com as próximas eleições;, como discursou Winston Churchill há mais de 70 anos.

Então, todos estaremos lutando por um Brasil melhor, mais saudável, mais seguro, mais honesto, mais ético, como se fosse tomado pelo espírito do Natal por todos os dias do ano que em breve nascerá.

É Natal. É dia de elevarmos nosso pensamento ao Menino Jesus que, a partir da meia- noite, estará nas manjedouras de milhares de presépios espalhados por Brasília, pelo Brasil e pelo mundo.

Que de hoje em diante, cada vez mais e mais famílias possam acolher em seus lares o pequenino Jesus, cheios de esperança e com a certeza de que dias melhores virão.

Feliz Natal a todos os brasilienses e a todos os brasileiros!

Jane Godoy

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