Polêmica persegue a ministra

Polêmica persegue a ministra

postado em 05/01/2019 00:00
A polêmica envolvendo a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em torno da declaração de que ;menino veste azul e menina veste rosa;, continuava polarizando a cena política e as redes sociais, dois dias depois da troca de comando na Esplanada. Ontem, a advogada e pastora foi questionada em uma loja de shopping center na área central de Brasília. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, saiu na defesa da ministra.

Numa rede social, o parlamentar rebateu as críticas a Damares e disse que a frase dela foi distorcida. ;A deturpação proposital da fala da ministra demonstra o quanto o jogo será sujo em 2019. Para quem achava que as interpretações literais das piadas contadas por Jair Bolsonaro foi algo pontual, ocorrido devido somente às eleições, estava enganado;, escreveu.

Apesar da polêmica sobre o uso das cores azul (para meninos) e rosa (para meninas), a ministra disse não ter se arrependido da fala e voltou a justificar a frase como ;uma metáfora;. ;Nós temos no Brasil o ;Outubro Rosa;, que diz respeito ao câncer de mama, com mulheres, e temos o ;Novembro Azul;, que é com relação ao câncer de próstata, com o homem. Então, quando eu disse que menina veste cor de rosa e menino veste azul, é que nós vamos estar respeitando a identidade biológica das crianças;, disse, em entrevista à GloboNews.

Na quarta-feira, um vídeo nas redes sociais mostrou Damares, após a posse no ministério, comemorando com aliados o que proclamou como ;uma nova era no Brasil;. ;Agora, menino veste azul e menina veste rosa;, afirmou, sob aplausos. Mais tarde, pela assessoria de imprensa, a ministra esclareceu que se tratava de ;uma metáfora contra a ideologia de gênero;.

Entidades que combatem a discriminação e ativistas LGBTs criticam o pensamento exposto pela colaboradora de Bolsonaro. ;A realidade do nosso país concentra o maior número de assassinatos de travestis, mulheres e homens transexuais e demais pessoas pelo não enquadramento à regra do azul e do rosa;, reclama a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson. (OA)

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