Sr. Redator

Sr. Redator

Cartas ao Sr. Redator devem ter no máximo 10 linhas e incluir nome e endereço completo, fotocópia de identidade e telefone para contato. E-mail: sredat.df@dabr.com.br

postado em 14/01/2019 00:00
Carnaval

Tem gente em polvorosa à espera do carnaval. As festas de fim de ano mal acabaram, o Brasil todo querendo saber o que esperar da política, mas o foco de boa parte dos brasileiros realmente é a festança de fevereiro que, neste ano, será em março. Às vezes, não dá para entender o brasileiro. Pede mudança, vê a mudança acontecendo, mas não muda. Não adianta pedir algo diferente se a gente não é um ser diferente. O momento é para acompanhar tudo o que vai acontecer daqui para frente, fiscalizar e cobrar. Porém, lá vem mais uma festa para desviar o foco. Tenho esperança de que, cada vez menos, as pessoas passem a se ligar nisso. Respeito demais quem gosta, eu mesmo amo, porém,não está na hora de pensar em folia, mas em mudança.
; Julian Barbosa, Novo Gama


; Foliões e dirigentes de escolas de samba, principalmente, reclamam da falta de subsídios governamentais para colocarem o bloco na rua. Todos sabemos que o carnaval é a maior festa popular do país e a melhor do planeta. Mas não dá para o governo financiá-la com dinheiro público. Ao longo do ano, as agremiações deveriam buscar o patrocínio da iniciativa privada, acertar com o poder público espaços privilegiados para dar publicidade às marcas que mais contribuíram para a festança. Assim, ganhariam todos: os foliões, as escolas de samba e também as empresas, que conquistariam os consumidores que são carnavalescos de corpo e alma. Os cofres públicos estão agonizando por falta de dinheiro. Por mais que o carnaval atraia turistas estrangeiros e garanta excelente movimentação de dinheiro, saber que o Estado está bancando os custos causaria muita indignação à maioria da sociedade, sobretudo, por ver hospitais, escolas caindo aos pedaços por negligência das autoridades.
; José Enrique Fonseca, Asa Norte


Saudosismo

Lembrei-me muito carinhosamente do tempo em que mês de janeiro era soltar pipa e jogar bola. Algumas vezes, ficar esperando o dia de viajar para a roça ou para a praia. Dormir tarde e acordar mais tarde ainda, ficar na rua conversando sobre tudo, menos coisa séria. Enfim, um tempo muito bom que não volta mais. Vejo as crianças, quando entro em casa, no celular ou computador, conversando com outras via aplicativo, enquanto seria melhor estar perto. Eu passava o dia inteiro com uma verdadeira gangue (no bom sentido) lá no Guará, na Quadra 32. Orelhudo, Magrelo e Melecão, grandes amigos que até hoje guardo no coração. Agora deixa de papo que deu a hora de ir trabalhar!
; Wilson Neto, Arniqueiras


Boquinha


Parece que quem perdeu o emprego em 2018 está conseguindo neste ano. Pelo menos é o que está fazendo o governador Ibaneis Rocha. Já empregou os ex-deputados que não conseguiram se reeleger: Raimundo Ribeiro, na Adasa; Bispo Renato Andrade na articulação política com a Câmara Legislativa; e Wellington Luiz, na Codhab. No meio da semana passada. foi a vez de Cristiano Araújo. Derrotado nas urnas, o ex-distrital foi indicado para a Diretoria de Administração do Metrô, onde vai faturar R$ 14,9 mil mensais. Porém, pode ser que não dê certo desta vez. O nome de Araújo precisa ser referendado pelo Conselho de Administração da empresa pública e ele é réu por corrupção passiva. Vamos ver no que vai dar.
; Eduardo Gonçalves, Taguatinga


Gasolina


A Petrobras anunciou que reduzirá o preço médio da gasolina em suas refinarias. E não é pouca coisa. Trata-se do menor nível em cerca de 14 meses. O corte de 1,38% ocorreu na quarta-feira. Até aí tudo bem. A pergunta que não quer calar é: quando chegará às bombas dos postos? Isso mesmo. A lógica deveria ser essa. Preço mais baixo para o revendedor, então, preço menor para o consumidor. Porém, como tenho notado, duvido que os empresários do setor repassarão aos consumidores as quedas inexplicáveis definidas pela estatal. Certamente, vão alegar estarem praticando preços baixos e não poderão mais reduzir para não ficarem no prejuízo. Essa história, eu já conheço.
; Lívia de Paula Martins, Asa Norte

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação