Haja dor de cabeça

Haja dor de cabeça

Ausência em almoço de confraternização, enxaqueca, irritação com a demora do Santos para contratar, insatisfação do goleiro Vanderlei e empate na Arena Corinthians: estreia de Jorge Sampaoli é marcada por tensão

postado em 14/01/2019 00:00
 (foto: Ivan Storti/Santos FC


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(foto: Ivan Storti/Santos FC )


A uma semana da larga oficial da temporada, com o início dos estaduais, Corinthians e Santos empataram por 1 x 1 em amistoso disputado ontem, em Itaquera, no primeiro teste das equipes na temporada. Foi a oportunidade inicial de os técnicos Fábio Carille e Jorge Sampaolli observarem seus elencos para as competições de 2019. Antes de a bola rolar, os dois elencos almoçaram juntos no CT do Timão. O técnico Jorge Sampaoli não esteve. Alegou enxaqueca e ficou no hotel. Houve boato de que ele está aborrecido com a marcha lenta da diretoria para reforçar o Santos.

O treinador tocou no assunto após o jogo. ;Sobre a insatisfação, eu vim para uma equipe com história, que me motivou a vir e temos que estar à altura da história de Pelé e Neymar, com equipes grandes, que proponham. Treinadores nunca estão satisfeitos. Tempo de trabalho é curto, três ou quatro jogos e o treinador acaba. A gente se protege muito. Se eu não estiver à altura, não posso estar, assim como os jogadores;, afirmou.

Há um desgaste entre o técnico e Vanderlei. O goleiro está insatisfeito com o pedido de contratação de um goleiro eficiente com a bola nos pés. ;Isso foi muito mal conduzido;, criticou o camisa 1.

Em campo, sob olhares de 33 mil torcedores, os dois treinadores adotaram estratégias diferentes. Carille optou por uma formação mais defensiva, com a marcação atrás do meio de campo. Deixava a bola com o adversário, como é de praxe em suas equipes. Sampaoli avisou em sua apresentação que colocaria o Santos para atacar. Ele até tentou, mas encontrou dificuldade para furar as linhas defensivas do adversário.

O Corinthians começou com uma equipe bastante modificada em relação à temporada passada. Os recém-contratados Richard, Ramiro, André Luis e Sornoza entraram como titulares, além de Gustagol, que voltou de empréstimo. E foi do centroavante o gol que abriu o placar após cruzamento de André Luis. No intervalo, ele agradeceu a Rogério Ceni, que foi treinador dele em 2018 no Fortaleza. ;Significa muito (o gol). Depois que saí, procurei trabalhar firme, aprender mais. Tenho de agradecer o Rogério Ceni (técnico do Fortaleza) que me ajudou e agora é dar continuidade;, disse.

O Santos, que pressionava mais, era menos efetivo e só conseguiu ser perigoso em lance de bola parada e com a ajuda da zaga do adversário. Após cruzamento na área, Pedro Henrique desviou contra. Gustavo Henrique, que estava na jogada, comentou. ;Estava na bola, senti um tranco atrás de mim. Acho que foi gol contra. Foi muito bom o primeiro tempo. Conseguimos fazer o que o professor pediu nos treinamentos. Ainda sentimos um pouco o ritmo pelo começo de temporada. Estamos tentando melhorar;, disse o zagueiro.

Após os gols, a partida seguiu na mesma: o Santos com a bola no campo do rival e o Corinthians tentando sair em velocidade. Em uma roubada de bola, Ramiro pegou a defesa do time de Sampaoli aberta e bateu cruzado com perigo.

As equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo. Carille esperou 15 minutos e trocou o time inteiro. Sampaoli foi mudando aos poucos. O primeiro a entrar foi Carlos Sanchez, que vinha sendo titular na temporada passada. Depois, realizou outras.

O Corinthians perdeu a qualidade no toque de bola e também do setor defensivo. O Santos seguiu melhor e chegou a balançar as redes, mas Noguera finalizou em posição de impedimento. A partida também ficou mais truncada no meio de campo. Nenhum dos goleiros precisou mais trabalhar. E os treinadores se cumprimentaram após o apito final. O duelo valia o troféu Gylmar dos Santos Neves e o Corinthians, como levou menos cartões amarelos, ficou com a taça. Os times voltam a campo no próximo fim de semana, pela primeira rodada do Paulistão. No sábado, o Santos receberá a Ferroviária, na Vila Belmiro. Também em casa, no seu estádio, o Corinthians terá pela frente o São Caetano, no domingo.

;Sobre a insatisfação, eu vim para uma equipe com história. Treinadores nunca estão satisfeitos.
O tempo de trabalho é curto, três ou quatro jogos e o treinador acaba;

Jorge Sampaoli, técnico do Santos

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