Refúgio abandonado

Refúgio abandonado

postado em 30/01/2019 00:00



Além da preocupação diária com relação às barragens que foram construídas no local, os moradores das comunidades próximas a Paracatu (MG), não contam com um sistema de proteção adequado, caso as construções de Santo Antônio e Eustáquio, que juntos somam mais de 560 milhões de metros cúbicos de rejeitos, não suportem a pressão.

O local, que deveria ser um ponto de refúgio para a população, não conta com uma estrutura minimamente adequada. Ao chegar à localidade, a reportagem se deparou com uma pequena placa que especificava a função do local. No entanto, além de uma pequena igreja e duas construções pequenas, que serviriam para a acomodação dos moradores, a empresa ainda não construiu um ambiente de refúgio apropriado. A área está em um dos pontos mais elevados, mas distante das casas dos moradores da região, o que dificulta a ida em um suposto momento de crise.

Segundo o filho de uma das moradoras, Caio Querino, 32 anos, que passou a morar perto da região, as pessoas se preparam para o pior. ;Nós estamos nas mãos deles. Eu fico vendo o noticiário para saber a atitude que preciso tomar, caso o pior aconteça. Já imagino o caminho que farei, caso a barragem não aguente a pressão. Mas se ficarmos isolados lá, não teremos nem estrutura, nem alimentos;, reclamou.

As duas barragens da região, Santo Antônio e Eustáquio impressionam em meio aos grandes montes arborizados do local. No entanto, a quantidade guardada pelas duas construções chegam a se aproximar em 10 a quantidade de lama contida na barragem do Fundão, em Mariana, que continha cerca de 56 milhões de metros cúbicos. Contudo, a barragem de Eustáquio, que hoje tem 147 m; de rejeitos, tem capacidade de elevar o número a 750m;. (LV)



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