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postado em 30/01/2019 00:00
Virar o jogo
Desde o descobrimento, o Brasil tem sido alvo da pilhagem, a valor aviltado, de suas riquezas. Tivemos os ciclos do pau-brasil, da cana-de-açúcar, do ouro, do café, da borracha e, finalmente, dos minérios. Somos controlados pelos grandes consumidores de commodities, que impõem o preço e colocam pessoas do seu interesse nos governos, para atendê-los, a todo o custo. Esse último desastre, em Brumadinho, é confirmação de tudo isso. Agora pergunto: entre custo (especialmente social e ambiental) e benefício, essa exportação dos nossos bens nos é benéfica? Não seria o caso de virarmos o jogo, uma vez que temos as maiores reservas mundiais de vários minerais e produzimos grandes quantidades de alimentos, e passarmos a determinar o preço e a forma de exploração para as multinacionais virem atuar aqui? Até hoje nenhum presidente brasileiro ousou fazer isso. Terá o governo de Bolsonaro coragem e condições para tanto?
; Humberto Pellizzaro,
Asa Norte


Drones

Sugestão para ajuda na busca de corpos (ou sobreviventes) nesta tragédia de Brumadinho: uso de drones de particulares, desde que bem orientados. Soube que, no domingo, foram registradas mais de 40 ocorrências com drones sobrevoando a região que, em tese, poderiam pôr em risco o voo dos helicópteros envolvidos nas buscas por sobreviventes e corpos. Todavia, por que não fazer do limão uma limonada? Explico: se as pessoas que têm drones forem orientadas (e até incentivadas) a realizar buscas com o próprio equipamento nas áreas onde os helicópteros não estão. Na prática, os drones complementarão as buscas oficiais, pois são poucos os helicópteros para buscas em vastíssima área.
; Milton Córdova Júnior,
Vicente Pires


Brumadinho

O caso de Brumadinho representa mais um episódio de descaso com a vida e com o meio ambiente, isto é, a vida futura. O foco no dinheiro ainda é o que move todos os dirigentes da Vale. Toda a população precisa acompanhar cada passo desta perniciosa
entidade. Os órgãos de defesa do consumidor têm que fiscalizar cada passo desta empresa. O Ministério Público tem que fazer parte desses conselhos diretores, para que acompanhem essas decisões absurdas que matam pessoas, animais e o futuro de nossos filhos. Não podemos admitir novas tragédias que estão sendo anunciadas. Temos que atingir estes dirigentes com a Justiça criminal. Isto é crime!
; João Coelho Vítola,
Asa Norte


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Ninguém é dono da verdade, mas essas operações em torno dos socorros às vítimas do acidente de Brumadinho estão em ritmo desordenado. Se as estradas foram destruídas até o leito do rio, além das medidas adotadas desde o início, pelos bombeiros e PMs, deveriam ter colocado tratores, esteiras, patrolas e caminhões basculantes, abrindo-as, para facilitar as buscas, porque o acesso ao local conforme informações, só está sendo feito por helicópteros. Se for preciso, colocar-se-á tantas máquinas quantas necessárias a esse mister. Em época de catástrofe, o Exército tem capacidade de abrir estradas e fazer pontes em questão de dias.
; José Lineu de Freitas,
Asa Sul


Jeitinho

Fiquei perplexo com a ingenuidade de uma jornalista. Ela informou que boa parte dos parlamentares, que se mobilizaram para apurar as causas da criminosa tragédia de Mariana (MG), foram contemplados com doações para campanha eleitoral feitas pela Vale. Segundo a jornalista, essa prática tende a se diluir, pois está proibido o financiamento empresarial dos candidatos a cargos eletivos. E desde quando as leis são obedecidas por empresários e políticos neste país? Infelizmente, a maioria dos nossos políticos, com honrosas exceções, são pessoas desonestas, que foram guindadas aos legislativos e, na nova função, viram lobistas de seus financiadores e de grupos de interesse. Sempre encontram um ;jeitinho; de contornar o obstáculo legal e seguem trabalhando contra os direitos e os interesses dos idiotas que os elegeram. Não existe isso de fim do financiamento empresarial de campanha.
; Fernando Moreira,
Águas Claras






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