Fab Four: visita obrigatória

Fab Four: visita obrigatória

postado em 30/01/2019 00:00
 (foto: Paul Ellis/AFP - 7/12/10 )
(foto: Paul Ellis/AFP - 7/12/10 )


Visitar a cidade sem fazer uma incursão no mundo dos Beatles é quase uma heresia. Caro, porém imperdível, é o museu que mostra a vida do quarteto fantástico que conquistou o mundo da música com clássicos como Love Me Do, Yesterday, Strawberry Fields Forever, Sgt. Pepper;s Lonely Hearts, Club Band e Penny Lane. Com uma economia baseada na indústria e no turismo, Liverpool explora de forma muito comercial a trajetória de sucesso de um dos grupos mais badalados da história.

No entanto, o famoso The Cavern, onde John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison levavam fãs ao delírio no início da carreira, em 1960, existe apenas na lembrança dos mais velhos. Na mesma rua, seu homônimo, uma versão moderna do clube mais famoso do século 20, recebe uma legião de beatlemaníacos e curiosos. Ainda assim, é um excelente local para ouvir boa música e beber a tradicional pint (caneca de chope).

Na área gastronômica, Liverpool não deve nada à capital Londres, guardadas as devidas proporções. Há uma concentração de restaurantes no Baltic Market, na Bold Street e no Liverpool One, um shopping a céu aberto. Apesar da disponibilidade de menus com entrada e prato principal, prática comum na maior parte da Europa, os preços nem sempre são convidativos e variam entre R$ 58 e R$ 110 por pessoa, sem bebida.


Opções econômicas e rápidas são os cafés das redes Nero, Starbucks, Costa e Greegs ; que só compensam pelo custo baixo ; e os mercados locais Tesco e Sainsburry;s. Para quem procura um café gourmet, consolidado no Distrito Federal, a decepção é praticamente garantida. Enquanto sobram as unidades servindo o clássico ;americano;, métodos como a prensa francesa, filtrado, coado, Chemex (formato ampulheta) e o italiano Moka são desconhecidos da maioria dos estabelecimentos. Uma alternativa é o Panna Artesian Cafe & Eatery, que serve uma agradável seleção de grãos.

Para o estrangeiro

Liverpool tem tudo para atender um estrangeiro. Nem o frio incomum para um brasileiro, a conversão da libra esterlina para o real, a impaciência, mesmo que rara, do povo inglês, a distância do Brasil, a falta do arroz com o feijão e o elevado preço são suficientes para impedir o descobrimento de novas terras. Como profetizou Lennon: ;Eles talvez digam que sou um sonhador, mas não sou o único;. O mundo ideal derrubaria as barreiras físicas e culturais.


O que é um sonho para um brasileiro, para um europeu é rotina: o transporte público de qualidade e eficiente. Em Liverpool, os ônibus passam rigorosamente no horário, com calendário fixado em todas as paradas. Os veículos são limpos e conservados.

O metrô e o trem também são opções, mesmo para uma cidade de meio milhão de habitantes. Paga-se caro para utilizar os ônibus: o preço unitário do bilhete custa R$ 15. O ideal é adquirir um cartão mensal de R$ 320, que dá o direito de usar o serviço de domingo a domingo. Porém, será necessário desembolsar o valor à vista.


Pelas redondezas

Localizada a 343 Km de Londres, Liverpool é excelente ponto de apoio para visitas a Manchester, Cardiff, Escócia e para quem deseja desbravar as medievais York e Chester. Diferentemente da jovem americana que lhe herdou o nome, a velha York é uma cidadela charmosa fundada pelos romanos em 71 d.C. Caminhar por suas ruas, sentindo a energia de milhares de anos, é um misto de história em 3D e um livro ainda não publicado da saga Harry Potter. Imperdível conhecer a imponente catedral York Minster, o Yorkshire Museum, o Museum Gardens e andar sob quilômetros de muralhas intactas que antecedem a época romana.




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