Show de alegria

Show de alegria

Cerca de 4,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, seguiram o Bloco do Amor, que tomou conta da área central de Brasília e parte da Asa Sul. Cabeça do Pimpolho e Maria Vai Casoutras também garantiram a animação no domingo

PATRÍCIA NADIR Especial para o Correio
postado em 18/02/2019 00:00
 (foto: Fotos: Carlos Vieira/CB/D.A Press
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(foto: Fotos: Carlos Vieira/CB/D.A Press )

Brasília está a todo vapor com a proximidade do carnaval. Em clima de aquecimento para a folia, um dos grupos que deu a largada nesse fim de semana foi o Bloco do Amor, que tomou as ruas no começo da tarde de ontem, na via S2, na Asa Sul. De acordo com a Polícia Militar, 4,5 mil pessoas festejaram debaixo de chuva. O bloco, que defende toda forma de amor, está na quarta edição neste ano. A concentração começou às 13h30, na altura da Catedral Metropolitana. Depois, o trio saiu às 15h30, quando seguiu até o Setor Bancário Sul, para voltar ao ponto de partida. Até o fechamento desta edição, a PM não registrou ocorrências graves no local.

O tempo fechado não impediu a publicitária Fernanda Lopes, 26, de sair de casa, em Samambaia, ainda no fim da manhã. A mineira mora no DF há três anos. ;Eu sou filha do carnaval. Os meus pais se conheceram num bloquinho, e a minha mãe engravidou naquele dia. Então, está no meu destino essa festa;, comenta a foliã vestida de Branca de Neve.

As irmãs Poliana da Silva, 23, e Roberta Marques, 30, são de Ceilândia e curtiram o Bloco do Amor com cinco amigos. ;A chuva quis nos desanimar, mas carnaval é tempo de festejar;, comenta Poliana. As jovens só criticaram a falta de lixeiras no percurso. ;O pessoal não respeita muito o meio ambiente. Sem lixeira por perto, então, o local vai ficar sujo quando a festa acabar;, lamenta Roberta. As duas saíram vestidas de Elsa e Anna, personagens do filme Frozen.



Mais festa

Na 208 Sul, o estacionamento em frente à Escola Canarinho transformou-se em palco para o Cabeça do Pimpolho. ;Neste ano, a gente teve muita dificuldade para colocar o bloco na rua, porque não tivemos incentivo do governo. Juntamos os amigos e bancamos a festa. O que não dá é para ficar sem o nosso carnaval;, afirma o engenheiro Igor Borges, um dos organizadores do grupo. A estudante de medicina Paloma Araújo, 22, escolheu o Cabeça do Pimpolho por causa do ritmo. ;Mistura axé dos anos 1990 com funk. Eu acho o batuque muito legal; por isso, fiz questão de vir, mesmo chovendo tanto;, conta a moradora do Guará.

Teve festa também para a criançada. No Maria Vai Casoutras, que animou a Nova Praça dos Prazeres, na 201 Norte, a concentração ocorreu às 15h. A banda do bloco alegrou com músicas voltada para o público infantil. Giovana Vieira, 5, e Helena Barreto, 4, fizeram a festa com spray de espuma. ;Elas estavam animadíssimas. Acordaram perguntando que horas a gente sairia;, diz a publicitária Marcela Barreto, mãe de Helena. A família toda caiu na folia. ;Carnaval é sinônimo de alegria em família;, acredita.



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