Blocos chegam a 700 em SP

Blocos chegam a 700 em SP

postado em 03/03/2019 00:00
 (foto: Facebook/Reprodução
)
(foto: Facebook/Reprodução )


As fortes e constantes chuvas em São Paulo espantaram foliões ontem à tarde, mas, antes de a água cair, os paulistanos aproveitaram os vários blocos que não param de se multiplicar a cada carnaval. Espera-se que mais de 700 blocos se espalhem pela capital paulista neste ano, com um recorde de cinco milhões de foliões.

Antes da chuva, a cantora Baby do Brasil puxou o Bloco da Baby, ao meio-dia, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. A ex-integrante do grupo Novos Baianos está comemorando 50 anos de carreira.

O baiano Carlinhos Brown, comemorando 40 anos de carnaval, foi uma das principais atrações ontem, em São Paulo, ao comandar o Bloco Du Brasil. O cantor precisou interromper o show, a pedido do público, por causa de uma briga entre foliões, mas a polícia logo controlou a situação.

Durante quatro horas, Brown cantou, dançou e se misturou à multidão. Ao encontrar uma menina de nome Ana Júlia, ele deu o microfone para a criança cantar a música de mesmo nome da banda Los Hermanos.

Brown cantou ainda clássicos de cantores paulistas, como Guilherme Arantes, Rita Lee e Adoniran Barbosa. É a primeira vez que o cantor e percussionista baiano participa do carnaval de São Paulo. Nos próximos anos, Brown poderá animar blocos em Brasília e Belo Horizonte.

Este ano, a Avenida São Vicente entrou no circuito pela primeira vez, como alternativa à movimentada via 23 de Maio, já que moradores se mobilizaram contra o carnaval no local.

Foi na Avenida São Vicente que a cantora Gretchen foi ovacionada pelo público no bloco Agrada Gregos. O bloco Ritaleena partiu do bairro de Pinheiros para animar os paulistanos com músicas da roqueira.

Criado pela comunidade indiana que vive no Brasil, o Bloco Bollywood tem bateria formada por alunos de Física da Universidade de São Paulo que criou o ;Sambra;, mistura do samba com o bhangra, um estilo musical indiano com forte presença de percussão.

O carnaval de rua animou São Paulo nas décadas de 1940 e 1950, principalmente no Brás e na Avenida Paulista, que ficava congestionada. Mas foi sendo substituído pelos bailes em clubes fechados e pelos desfiles no sambódromo do Anhembi, inaugurado em 1991, para a apresentação das escolas de samba. Nos últimos anos, o carnaval de rua voltou a ser popular. Este ano, moradores de várias regiões reclamaram e tentaram evitar o alastramento dos blocos.



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação