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postado em 03/03/2019 00:00

Papa Francisco

Ainda que com feições antropomórficas, por mais que o papa Francisco pregue um Deus misericordioso, não será um deus pusilânime a perdoar, indiscriminadamente, onde não há o reconhecimento dos erros e o arrependimento, para futura reconstrução da verdade. Seria transformar uma das mais belas virtudes do Cristianismo no vício de perversa condescendência, raiz da impunidade, geradora de infinitos males da corrupção que mina as entranhas de qualquer instituição. A solidez e a pertinácia nas intenções de Francisco, tentando trazer a Igreja romana para o centro da modernidade, será o galardão a lhe aureolar o pontificado, por mais que lhe custe a tentativa de lhe abreviar os dias no sólio pontifício. Os 33 dias de pontificado de João Paulo I, o papa sorriso de Deus, bastaram para imortalizá-lo na lista dos papas que tiveram a coragem de alertar a humanidade para a necessidade de reformar a Igreja, antevendo e preparando o caminho para Francisco, vindo lá do fim do mundo, investido da espinhosa missão. Por mais que a Igreja Romana não represente a maioria da humanidade, mas pela influência do Cristianismo na formação da cultura ocidental e, por que não, universal, deve ser de interesse de todas as nações, torcendo por uma Igreja que respeite os anseios das sociedades que tenta evangelizar.

; Elizio Nilo Caliman, Lago Norte


Carnaval

As forças de segurança reforçam a vigilância nas ruas para garantir a tranquilidade nos festejos de carnaval. São milhares de homens e mulheres que trabalham enquanto os outros se divertem. Evitam brigas e excessos, protegem o cidadão. Melhor seria que tivéssemos educação suficiente para não extrapolarmos limites em época de festa. Pouparíamos recursos públicos e não colocaríamos vidas em risco. Paz nunca é demais. Feliz carnaval!

; Daniel Pinto, Octogonal


Militares

Os militares voltaram para as manchetes dos jornais, que não raro informam sobre como os oficiais que compõem o governo Jair Bolsonaro se articulam nos bastidores para mediar conflitos. Os militares vêm ocupando cada vez mais espaço no Executivo. Os generais Mourão e Heleno se destacam como as duas figuras mais fortes. Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), é uma espécie de conselheiro e guru de Bolsonaro. O objetivo declarado de Bolsonaro ao montar um time de oficiais superiores é capitalizar a credibilidade das Forças Armadas, a eficiência, a austeridade profissional, a capacidade administrativa e a cultura do trabalho visto como missão. Existe uma diferença entre militares que participam do governo e governo dos militares. Um governo dos militares significaria que a instituição estaria governando. Não é esse o caso. São militares convidados como indivíduos profissionais capacitados. Portanto, não se trata de uma militarização. Contudo, a relevância que os militares vêm ganhando reflete a falta de quadros no em torno de Bolsonaro. Diante disso, depende dos militares, porque são o grupo conservador e comedido, bem como mais bem preparado na parte administrativa, operacional e disciplinar, predicados que faltaram aos governos anteriores.

; Renato Mendes Prestes, Águas Claras


Redes sociais

A internet domina o mundo e as redes sociais não perdoam os que cometem algum erro ou deslize, principalmente quando se trata de uma pessoa pública. Antes de saber a veracidade dos fatos, as redes atacam e podem destruir uma vida ou a família dessas pessoas. Fico a me perguntar: será mesmo que essa denúncia de um promotor de Brasília contra o presidente Jair Bolsonaro é verídica? Até o momento, o presidente demostra ser um homem público ético e que não abre mão dos seus valores. Se essa denúncia não tiver fundamento, só vai contribuir para a oposição tentar atrasar as votações de projetos e reformas fundamentais para o país e sua população.

; Evanildo Sales Santos, Gama


Venezuela

Juan Guaidó faz périplo pela América do Sul em busca de ajuda para tirar Nicolás Maduro do poder. É uma luta quixotesca do jovem político da Venezuela. O chavismo é quase uma religião entre os venezuelanos. E, como nós brasileiros sabemos bem, quando a política envereda pelos caminhos do fanatismo, nada de bom pode surgir. Maduro só vai sair se os que o cercam tomarem a decisão de depô-lo. Todo déspota é cercado de vassalos. Mas até esses se revoltam.

; Sérgio Rueda, Jardim Botânico

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