GDF quer modelo militar em 40 escolas

GDF quer modelo militar em 40 escolas

Ibaneis Rocha se reúne com ministro da Educação, Ricardo Vélez, para pedir apoio financeiro ao projeto implantado no início deste ano. A ideia é que sejam 40 colégios com gestão compartilhada até o fim de 2019

» Alexandre de Paula
postado em 09/03/2019 00:00
 (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press - 15/2/19)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press - 15/2/19)


Aumentar o número de escolas militarizadas continua como prioridade do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ontem, ele se reuniu com o ministro da Educação, Ricardo Vélez, e pediu ajuda para ampliar o modelo de gestão compartilhada nas escolas do DF. Atualmente, quatro colégios contam com profissionais da Polícia Militar para administrar a disciplina. O desejo de Ibaneis é que, no primeiro semestre, a iniciativa seja aplicada em 20 escolas. Até o fim do ano, o número chegaria a 40.

A ideia é que o MEC forneça investimentos para bancar as novas escolas com gestão compartilhada. O custo é de R$ 200 mil anuais por unidade (R$ 8 milhões, caso o número de colégios chegue, de fato, a 40). Com o auxílio, o GDF forneceria ao governo federal um projeto com a metodologia utilizada nesses colégios, para que fosse aplicada em outras unidades da Federação. O governador estava acompanhado do secretário de Educação, Rafael Parente, e do secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

Segundo Ibaneis, o ministro foi receptivo com a proposta, mas ainda analisará se a verba, de fato, será destinada ao DF e qual será o valor concreto. Para a avaliação, técnicos do GDF elaborarão um projeto a ser encaminhado para o MEC ainda nos próximos dias. ;Eu tenho muita esperança de que os estados sejam apoiados pelo Distrito Federal, agora com essa nova proposta de educação;, comentou Ibaneis.

O governador tem pressa para aplicar a metodologia em outros colégios e defende o modelo em vigor nas quatro escolas daqui. ;Vamos apresentar o nosso modelo para o ministério e queremos fazer isso o mais rápido possível. Com a aprovação do MEC, eu conseguiria ter em 30 dias a ampliação para os 20 colégios e chegaríamos a 40 até o fim do ano.;

Legislação

Para colocar em prática a ampliação, porém, o governador quer mudanças na legislação federal. A ideia é permitir que policiais militares e bombeiros da reserva possam participar da gestão escolar. Com isso, não seria necessário tirar dos postos de trabalho profissionais da ativa. Segundo Rafael Parente, são necessários 800 profissionais para a gestão de 40 escolas.

O governador ressaltou que buscará auxílio para realizar a mudança na legislação, mas que, caso isso não ocorra, o projeto não ficará parado. ;Se eu não encontrar apoio para modificação da legislação, vou fazer da minha maneira. Agora, se é uma parceria, e a educação também é obrigação da União, eu tenho de vir buscar apoio;, justificou.

Ibaneis disse que quer utilizar na ampliação a mesma metodologia aplicada nas escolas-piloto e não um modelo que venha do governo federal. ;Houve uma aprovação muito grande da população, pudemos verificar isso por meio de pesquisas. Então, acho que o Distrito Federal não precisa enfrentar mais nenhuma nova modificação.;

O secretário de Educação afirmou que o governo quer demonstrar que o modelo pode funcionar em um número maior de escolas. ;Existe a crítica de que esse método só funcionaria em poucos colégios, mas nós queremos mostrar que esse modelo pode ser apresentado para, com poucas alterações, ser utilizado em outros municípios.;


Vídeo derruba diretor do HRB
Ibaneis Rocha decidiu exonerar o diretor do Hospital Regional de Brazlândia (HRB), Valterdes Silva, depois da circulação de vídeo em que profissionais da unidade são filmados assistindo à televisão em uma sala. Eles ; que seriam dentistas ; são questionados por um homem que fala sobre a longa fila de espera. ;O servidor público tem obrigação com a comunidade. No momento em que eu nomeio um diretor, ele está ali exatamente para cuidar do atendimento à comunidade e da fiscalização;, justificou. ;Diante do que foi visto, ele perdeu a minha confiança.;

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